sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

O Mais Querido do Brasil

Salve galera, bem-vindos de volta! Tudo certo com vocês?

É interessante como as coisas estão conectadas, não é mesmo?! Em outubro uma pessoa que me é muito querida se foi de modo muito repentino, e desde então comecei a pensar em como lidar com o que temos de vida pela frente. Se vale a pena economizar recursos e abrir mão de algumas coisas agora em prol de um futuro melhor, sendo que esse futuro pode nunca chegar, ou se é melhor curtir a vida adoidado, focando em satisfazer todas as vontades e desejos, aqui e agora, e deixar pra resolver as coisas do futuro quando o futuro chegar.

E ai vem o Alexandre e, mesmo sem saber de nada, escreve um artigo que fala da morte e orienta a procurar um equilíbrio entre esses dois pontos (gastar tudo agora ou poupar para o depois). Juro para vocês que ainda não consegui encontrar uma resposta exata para o meu dilema, mas ler o excelente texto do Alexandre me fez reforçar os conceitos de poupar para o futuro. Afinal, não quero acabar como o Jorginho Guinle (mas gostaria, muito, de viver como ele viveu 😍).

Aliás, é sobre a poupança que vou falar um pouquinho hoje. Vocês sabiam que ela, a poupança, é o investimento mais querido do Brasil? Já desconfiavam né…


Pois então, li em uma pesquisa feita pelo SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e pela CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas), publicada no site da Exame, que quando se trata de fazer uma reserva para o futuro, a caderneta de poupança é o investimento preferido por 69,5% dos brasileiros.

Essa mesma pesquisa aponta que a busca pela segurança, resposta de 56,1% dos inquiridos, foi o principal fator para justificar essa escolha. Mas eu não sei não, particularmente acho que são outros os motivos que fazem com que a poupança mantenha esse posto, afinal existem diversos investimentos tão seguros quanto ela, só que ainda mais rentáveis.

É certo que a caderneta de poupança é o “top of mind” dos brasileiros quando se fala em aplicar aquele dinheirinho que sobra no final do mês, mas a praticidade, a preguiça comodidade, a falta de informação, o medo do desconhecido e a ilusão de que precisa muito dinheiro para investir em outras coisas é que, para mim, mantém nossa gente presa a uma aplicação que, ao longo dos anos, tem visto seus rendimentos serem corroídos pela inflação.


ENTÃO… COLOCAR DINHEIRO NA POUPANÇA NÃO É UMA BOA?

Depende. Se você é daquelas que deixa o dinheiro parado na conta-corrente, guarda no colchão ou enterra no quintal, então colocar o dinheiro na poupança é uma ótima escolha. (Sim, galera! Por mais incrível que pareça, em pleno 2017 ainda há quem cave um buraco no chão para guardar suas economias. Soube de um caso cerca de uns 28 dias atrás e fiquei estarrecido. Ah! E foi na cidade grande hein, no Rio de Janeiro/RJ).

Mas apesar de toda a familiaridade, praticidade e segurança que a poupança traz consigo, quem manteve o dinheiro parado lá nos últimos anos acabou tendo prejuízo, pois o retorno obtido com essa aplicação ficou abaixo da inflação. Veja só:

Em 02/01/2013

Valor Inicial: R$ 10.000,00

Em 02/01/2017

Valor corrigido pela poupança: R$ 13.282,94
Valor corrigido pela inflação: R$ 13.337,69

Ou seja: seria necessário inteirar R$ 54,75 aos rendimentos
da poupança para manter o poder de compra.

Nota: Vale ressaltar que no momento em que escrevo esse texto as coisas estão um pouco diferentes. Vivemos um período de queda da taxa Selic e do IPCA, uma dobradinha que tem sido favorável a poupança. Essa conjunção de fatores tem possibilitado a caderneta de poupança auferir ganhos acima da inflação, bem como apresentar retornos mais expressivos do que alguns fundos de renda fixa em que a taxa de administração é superior a 1%. Mas atente que para fazer essa comparação há que se levar em conta o desconto de IR nos fundos (22,5% no curto prazo).


E COMO SE CALCULA O RENDIMENTO DA CADERNETA DE POUPANÇA?

Desde de maio de 2012 o Banco Central estabeleceu uma nova regra onde a variação da poupança está atrelada ao desempenho da Selictaxa básica de juros da economia.

Funciona assim:

A remuneração dos depósitos de poupança é composta de duas parcelas:
I – a remuneração básica, dada pela Taxa Referencial – TR, e
II – a remuneração adicional, correspondente a:
a) 0,5% ao mês, enquanto a meta da taxa Selic ao ano for superior a 8,5%; ou
70% da meta da taxa Selic ao ano, mensalizada, vigente na data de início do período de rendimento, enquanto a meta da taxa Selic ao ano for igual ou inferior a 8,5%.









ONDE APLICAR ALÉM DA POUPANÇA

O mercado lhe oferece várias opções de investimentos, que vão desde comprar títulos do Tesouro Direto até especular no mercado de índices futuros. Porém qual a mais adequada é você quem vai decidir, de acordo com sua tolerância a riscos, seus objetivos futuros e seu conhecimento.

Aqui vou lhe apresentar duas alternativas, ambas muito seguras e com um histórico de rendimento superior a poupança (embora sucesso passado não seja garantia de retorno futuro).

Antes de começar, deixa-me introduzir quatro conceitos que visam facilitar a compreensão da apresentação:

Liquidezfacilidade de um ativo ser transformado em dinheiro. Esse conceito se refere à agilidade com que um investidor consegue se desfazer de um investimento para voltar a ter dinheiro na mão.

Selicé a taxa básica de juros da economia no Brasil. Essa sigla nada mais é que um sistema computadorizado utilizado pelo governo, a cargo do Banco Central do Brasil, para que haja controle na emissão, compra e venda de títulos.

Imposto de Rendaé um imposto cobrado sobre a renda das pessoas físicas e jurídicas. Nos investimentos, ele incide de forma regressiva somente sobre o rendimento, conforme tabela abaixo:

Prazo
Alíquota
Até 180 dias
22,5%
De 181 a 360 dias
20%
De 361 a 720 dias
17,5%
A partir de 720 dias
15%
FGC (Fundo Garantidor de Crédito) é uma entidade privada, sem fins lucrativos, mantida pelos bancos, que todos os meses os fazem uma contribuição de 0,0125% sobre o valor que eles possuem em aplicações e essa reserva serve para garantir ao investidor um resgate de até R$ 250 mil por CPF e por instituição financeira, caso o banco emissor de um título venha quebrar.

Conceitos apresentados, vamos aos investimentos:

Tesouro Selic (LFT) – é um título do Tesouro Direto que tem seu rendimento atrelado a taxa de juros básicos da economia. Ou seja, se a taxa Selic subir, o título tem seu valor aumentado, mas se esse indicador baixar, o preço do título cai junto.

O Tesouro Selic é considerado um investimento conservador, pois possui baixa volatilidade. Essa característica lhe confere uma rentabilidade mais baixa do que os outros títulos do Tesouro, entretanto caso necessite realizar a venda do papel antes do vencimento as perdas serão minimizadas.

Além da baixa volatilidade, outra característica desse título é a sua elevada liquidez. Isto é, caso necessite você pode vender esse título a qualquer momento, receberá o dinheiro em apenas 01 dia útil.

Pontos importantes sobre o Tesouro Selic:

  • incidência de Imposto de Renda, de forma regressiva, na hora do resgate, conforme tabela;
  • são garantidos pelo Tesouro Nacional, ou seja, o Governo Federal garante o seu pagamento;
  • cobrança da taxa de custódia do Tesouro Direto, de 0,3% ao ano sobre o total da aplicação.

Certificado de Depósito Bancário – O CDB é um título emitido pelos bancos para conseguir capital para financiar suas atividades de crédito. Ou seja, aplicar em um CDB é como emprestar dinheiro para o banco e receber em troca uma remuneração com rentabilidade diária; enquanto o banco usa esses recursos para conceder empréstimos a outros clientes.

Existem três tipos de CDB (o prefixado, o pós-fixado e os que pagam juros mais um índice de inflação), sendo o pós-fixado o mais comum deles. Neste caso, a rentabilidade do investimento funciona de maneira semelhante ao Tesouro Selic, estando atrelada a algum indicador de referência. O principal deles é o CDI (certificado de depósito interbancário), que está sempre muito próxima da Selic.

Mas é preciso se atentar ao seguinte: o percentual que será pago do CDI não é fixo e pode variar de banco para banco, dependendo do valor investido e da negociação efetuada. Existem instituições que oferecem uma rentabilidade de 70% do CDI enquanto outras chegam a pagar 115%, por exemplo. Por isso, a dica é pesquisar antes de decidir por uma ou outra aplicação.


Pontos importantes sobre o CDB:

- é garantido pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito), conforme o limite de R$250 mil;

- sofre a incidência de Imposto de Renda, também forma regressiva, conforme a tabela mostrada acima;

- tem a cobrança de IOF (imposto sobre operações financeiras) nas aplicações resgatadas antes de 30 dias.


Se você gostou de alguma dessas opções, saiba que investir nelas é bem fácil e barato. Só precisa procurar o seu gerente do banco informá-lo da sua intenção ou então abrir conta em uma corretora independente – que costuma cobrar taxas menores e oferecer mais e melhores opções aos clientes.

Com apenas R$ 100,00 já é possível fazer o primeiro aporte no Tesouro Selic e com um pouquinho mais que isso entrar num CDB – existem opções partindo de mil reais. E, tal como na poupança, você também pode fazer aportes mensais, programados ou não.

Bem amigos, essa foi apenas uma breve apresentação de dois produtos que servem como alternativa à poupança, principalmente quando o critério é segurança. Então não tem mais desculpa para continuar deixando de ganhar dinheiro. Caso tenha alguma dúvida, crítica ou curiosidade escreva pra gente.

Um amplexo e até a próxima.
Continue correndo.

_____


Nota: Estamos preparando um material para lhe auxiliar a abrir conta numa corretora independente.                                     

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Lições do Pequeno Príncipe

 Bem vindos de volta, meus amigos da blogosfera! Como passaram esses dias? Espero que bem. Como sabem o segundo texto do mês é “tema livre” e curto bastante indicar algum livro, afinal, aqui é o blog Mente Sã, Bolso São. (kkkkk). Vamos lá!
O livro escolhido é do Antoine Jean-Baptiste Marie Roger Foscolombe, Conde de Saint-Exupéry, popularmente conhecido como Antoine de Saint-Exupéry (Lyon, 29 de junho de 1900 — Litoral sul da França, 31 de julho de 1944) foi um escritor, ilustrador e piloto francês na Segunda Guerra Mundial.
As suas obras são caracterizadas por alguns elementos como a aviação e a guerra. Também escreveu artigos para várias revistas e jornais da França e outros países, sobre muitos assuntos, como a guerra civil espanhola e a ocupação alemã da França.
Ficou conhecido pela autoria do livro “O Pequeno Príncipe”, um clássico da literatura, publicado em 1943 (isso mesmo um ano antes de sua morte).
O Pequeno Príncipe pode parecer simples, porém apresenta personagens plenos de simbolismos: o rei, o contador, o geógrafo, a raposa, a rosa, o adulto solitário e a serpente, entre outros. O personagem principal vivia sozinho num planeta do tamanho de uma casa que tinha três vulcões, dois ativos e um extinto. Tinha também uma flor, uma formosa flor de grande beleza e igual orgulho. Foi o orgulho da rosa que arruinou a tranquilidade do mundo do pequeno príncipe e o levou a começar uma viagem em busca de amigos, que o trouxe finalmente à Terra, onde encontrou diversos personagens a partir dos quais conseguiu repensar o que é realmente importante na vida.
O romance mostra uma profunda mudança de valores, e sugere ao leitor quão equivocados podem ser os nossos julgamentos, e como eles podem nos levar à solidão. O livro nos leva à reflexão sobre a maneira de nos tornarmos adultos, entregues às preocupações diárias, e esquecidos da criança que fomos e somos.
Existem algumas frases, no livro, que gosto muito que com certeza devem ser analisadas:

– “Todas as pessoas grandes foram um dia crianças – mas poucas se lembram disso.”

É engraçado como, muitas vezes, não nos permitimos viver coisas legais – e aparentemente impossíveis – simplesmente porque “parecem coisas de criança” e “não são mais para a nossa idade”.
Há quem perca grandes oportunidades de realizar sonhos quando estabelece não mais viajar para Disney, não mais comprar uma revista em quadrinhos, não mais se deixar sujar o cantinho da boca (ou a boca inteira, no meu caso) ao tomar um sorvete ou não mais andar de bicicleta na chuva…
Olhe para você e lembre-se de quem você é de verdade! Adultos são apenas crianças que aumentaram de tamanho. Os sonhos, lá no fundo, permanecem mágicos!
“Quando a gente anda sempre em frente, não pode ir muito longe.”
Nossas maiores conquistas são alcançadas quando exploramos outras direções além das que nos colocam na nossa zona de conforto. Muitas vezes,  faz-se necessário recomeçar a trajetória, pois não nos demos conta de coisas valiosas naquele caminho…
“É preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas”
Você certamente não se lembra, mas para ficar de pé no seu calçado favorito precisou engatinhar, segurar em paredes, centros e sofás, ensaiar passos – muitas vezes frustrados – para, finalmente, caminhar pela casa.
Foram necessários esforços e abdicações, erros e tentativas, pois crescer é isso! É preciso sair e enfrentar os medos, as angústias, os tropeços. Eles fazem parte da vida e da paisagem linda que ela te dá quando composta pelas borboletas.
“A gente só conhece bem as coisas que cativou.”
Essa frase é engraçada porque define muito bem o que a gente sente no decorrer da construção de uma relação, seja ela de que tipo for. No começo, o outro parece longe, você mal sabe seus gostos e preferências. Mal sente a sua falta.
Depois, é como se tudo ficasse mais próximo e a pessoa se fizesse necessária na sua vida. Daí você para e pensa: “Mas eu nunca imaginei. Era algo tão distante…”
Era, mas criou laços, cativou! 
“Nem todo mundo tem amigo.”
Para mim, uma das frases mais célebres do livro. Amigo é algo valioso, que só se consegue por mérito, paciência, gentileza e respeito. Amigo é quem tem a nobreza de aceitar o outro do jeito que ele é. Parar, prestar atenção e perceber que a “verdade do outro” também faz sentido. Se não for na sua vida, fará na dele.
Há quem tenha a sorte de ter vários! Há quem, no entanto, desconheça a existência de algum… e a frase que completa a ideia é:
“É bom ter tido um amigo, mesmo se a gente vai morrer.”
Porque amigos verdadeiros nunca, nunca morrem!

E vocês: O que acharam do livro? Já leram? Tem alguma frase ou lição tirada dele? Deixe seu comentário, vamos lá!!



Até a próxima!

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Você quer ser a pessoa mais rica do mundo no cemitério!

  
Bem vindos de volta, meus amigos da blogosfera! Como está a sua saúde financeira? Espero que esteja tudo bem!

Ao pensar no texto sempre olho o mês que terei que escrever, pois isso me ajuda e traz-me inspiração. Vi que em novembro tem muitas datas que me fizeram refletir e resolvi escrever sobre uma delas.

Bem, acho que vocês já descobriram certo? Vamos falar sobre o dia de Finados. Calma! Não vamos falar nos mortos. Entretanto, na Morte!

 Sei que é um assunto chato e que as pessoas não curtem. Só que é vital. (estranho dizer que falar sobre a morte é vital – kkkk)

Espero que você me entenda: falar sobre a Morte, a nossa morte nos faz pensar em questões importantes sobre a vida e pode levar a uma revisão de nosso planejamento financeiro de longo prazo. Entendeu?
Pensar na morte é na verdade pensar em nossa vida, mais especialmente em como a estamos vivendo!
Como você acha que as pessoas lembrar-se-ão de você?
·                   Um bom pai de família que deixou tudo organizado e os seus em uma ótima condição financeira, ou
·                   Um péssimo pai que só deixou dívidas
·                   Uma pessoa que soube viver e dava valor as coisas importantes da vida, ou
·                   Uma péssima pessoa que só pensava em si mesmo.
Lembra-se da conversa da Alice e do gato na bifurcação da estrada? Ela queria ir pra algum lugar, mas não sabia pra onde e eis a resposta do gato: Se você não sabe para onde quer ir, qualquer caminho serve. Se não leu o post clique aqui! Não permita que a vida guie seus passos mostre a ela o que você quer fazer!

Existem dois caminhos que espero que você nunca siga:
·                   Acumulação exagerada
Este é o caminho em que há uma priorização muito grande na acumulação do dinheiro. As causas para isso podem ser muitas.
Por exemplo, uma pessoa pode exagerar na importância de se economizar, cortar gastos, poupar e acumular dinheiro. Qualquer mínimo gasto supérfluo nos dias de hoje é evitado, mesmo que isso signifique diminuição considerável de sua qualidade de vida, tornando-se um grande sovina.
Outra razão é a necessidade de se ganhar dinheiro indefinidamente, seja para conquistar mais status, poder ou respeito. Homens e mulheres de negócio, agressivos e gananciosos, em busca constante de mais lucro, são o estereótipo mais comum para este caso.
Veja o exemplo de Warren Buffet e Bill Gates que doarão a maior parte de suas fortunas para instituições de caridade. Bem, neste caso, ainda assim eles serão os mais ricos em seus cemitérios …
Note que não há nada de errado em buscarmos o sucesso profissional e eventualmente criarmos negócios que gerem muito dinheiro. Mas a motivação por trás disso não deveria ser a simples acumulação monetária, mas sim o desejo de inovação e a melhoria de qualidade de vida de nossa sociedade.
·                   Gastos excessivos: não poupar o suficiente para o Futuro
Este é provavelmente o caso que ocorre com mais frequência e com certeza você não estará correndo o risco de ser o mais rico do cemitério! 
Nesta situação, qualquer sobra de dinheiro hoje acaba sendo gasto em algo que não gerará nenhum valor no futuro. Claro, isso também significa maior “prazer” e eventualmente “qualidade de vida” no presente, mas em detrimento destes mesmos itens no futuro.
O resultado disso é que não fazemos um planejamento de quanto dinheiro precisaremos em nossa velhice, momento este de nossa vida onde há um provável aumento dos gastos (com saúde, principalmente) aliado a uma diminuição de nossa capacidade de gerar renda através de nosso trabalho.
E aí nos deparamos com uma pergunta básica, que cada um de nós deveria saber a resposta. O quanto você deveria economizar hoje, para conseguir manter a mesma qualidade de vida em sua aposentadoria e ainda ter uma reserva para imprevistos?
O “longo prazo”, para a maioria das pessoas, situa-se em um horizonte de tempo entre 5 ou 6 anos, no máximo. Poucas pessoas se planejam para uma aposentadoria que se iniciará daqui a 20 ou 30 anos. Raríssimas pensam nos imprevistos que podem surgir no meio do caminho: Um grave acidente pessoal e/ou a morte!
Mas, se você se deparar com um desses imprevistos? Sua saúde financeira está preparada para este baque e a sua família? Você tem tudo preparado para manter e cuidar de sua família mesmo depois de tua morte?
É por isso que é tão importante cuidar de nossa saúde financeira! Por isso que gastamos tanto do nosso tempo para que mais e mais pessoas entendam, mesmo que um pouco, de finanças pessoais. Não queremos que nossos entes queridos sofram. Queremos que nossos filhos tenham uma vida ótima, a melhor possível! E principalmente que possamos passar esses momentos com eles. Mas, vai que ...
Não permita que “os imprevistos da vida” atrapalhem a sua felicidade e/os dos seus. Lute!
Tenha um objetivo de vida: A Total Felicidade de Tua Família! Existem vários motivos para que você comece a organizar sua vida, no entanto nenhuma é mais importante do que essa!
       Pensar na Morte nos faz repensar nossos modos. Ver o que realmente importa. Ensina que não devemos nos apegar ao dinheiro nem as coisas, mas às pessoas. Elas que são nosso verdadeiro bem. Entendendo isso podemos passar adiante, ensinando pelo exemplo. Como bem disse o Adriano no texto Começando desde cedo, se ainda não leu clique aqui! 
·                   Equilíbrio
Esta é a situação ideal para todos! Há um planejamento financeiro para o futuro e ele é seguido mês após mês. Aproveitamos os prazeres da nossa vida hoje, mas não nos esquecemos de dedicar um bom tempo e esforço para construir riqueza e conhecimento para o futuro. Afinal ninguém sabe como será o amanha? (lembrei de uma música e também de um texto do Adriano, se não leu clique aqui!
Impossível? Nem tanto. Comece hoje a pensar sobre isso, pois você ainda tem o resto de sua vida para implementar o seu plano (mesmo sem saber até quando será!). Mas procure fazer isso de maneira objetiva, através de cálculos e projeções.
E é exatamente para isso que estamos aqui: mostrar que sim é possível, sinceramente é possível de se acumular uma boa reserva financeira sem abrir mão dos nossos prazeres pessoais.
Verdadeiramente acreditamos nisso!
E essa é a nossa forma de viver!
É assim que somos, pensamos e agimos!
Coloque o seu dinheiro para trabalhar para você e jamais trabalhe para ele!
“O único motivo para guardar dinheiro, é para investi-lo”, escreve Grant Cardone, que estava totalmente endividado e sem dinheiro aos 21 anos de idade e conseguiu dar a volta por cima, alcançando o milhão aos 30. “Coloque o seu dinheiro em uma conta segura e ‘intocável’. Nunca utilize esse capital para nada, nem para uma emergência”, recomenda.
Apesar de investimentos serem, em teoria, arriscados, é uma das melhores formas de ganhar dinheiro. Segundo Ramit Sethi, autor do best-seller “I Will Teach You to Be Rich” (Vou lhe ensinar a ser rico, em tradução livre), fizemos alguns postes sobre esse livro e se não leu clique aqui  para ler o primeiro texto.
Os milionários investem, em média, 20% de sua renda todos os anos. Isso acontece, porque o patrimônio deles não é medido pela quantidade de dinheiro que ganham ao final de cada ano, mas pela quantia que conseguem guardar e investir ao longo do tempo.
Eles fazem isso, pois pensam no futuro. Guardar 20% do salário não é muito e nem precisa começar com esse valor. O essencial é que se comece!
Finalizando deixo um trecho da música Aquarela do Toquinho que fala:
...
E o futuro é uma astronave que tentamos pilotar
Não tem tempo nem piedade, nem tem hora de chegar
Sem pedir licença muda nossa vida,
Depois convida a rir ou chorar
Nessa estrada não nos cabe conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe bem ao certo onde vai dar
Vamos todos numa linda passarela de uma aquarela que um dia enfim,
Descolorirá
  
Não deixe para amanhã o que pode ser feito hoje; o ontem já passou e o amanhã talvez não chegue. Seja Feliz Sempre!
Até a próxima.

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Quem mexeu no meu queijo?


Hoje trago a vocês uma indicação de leitura (calma, ler é um ótimo passatempo, além de auxiliar e desenvolver nossas capacidades intelectuais) afinal, aqui é o Blog Mente Sã, Bolso São, não iremos apenas falar sobre as finanças, mas principalmente sobre nossas mentes; pois é nela que ocorrem as mudanças!!!
Uma vez um amigo me apresentou um livro onde aprendi que “a vida não é um corredor reto e tranquilo que nós percorremos livres e sem empecilhos, mas um labirinto de passagens, pelas quais nós devemos procurar nosso caminho, perdidos e confusos, de vez em quando presos em um beco sem saída” e esse livro é o Quem Mexeu no Meu Queijo? de Spencer Johnson.
Ele é autor de livros vendidos no mundo todo e suas obras já venderam mais 2 milhões de livros em todo o mundo, em 26 línguas.
Descrição do livro
É uma parábola simples que revela verdades profundas sobre mudança. É uma história divertida e esclarecedora sobre quatro personagens – dois ratos Sniff e Scurry, e os duendes Hem e Haw do mesmo tamanho dos roedores – que vivem em um labirinto em eterna procura por queijo, que os alimenta e os faz feliz.
O queijo é uma metáfora daquilo que se deseja ter na vida, seja um bom emprego, um relacionamento amoroso, dinheiro, saúde ou paz espiritual. O labirinto é o local onde as pessoas procuram por isso: a empresa onde se trabalha, a família ou a comunidade na qual se vive.
Nesta história, os personagens se defrontam com mudanças inesperadas. Um deles é bem-sucedido, e escreve o que aprendeu com sua experiência entre as paredes do labirinto. Suas palavras ensinam a lidar com a mudança para viver com menos estresse e alcançar mais sucesso no trabalho e na vida pessoal.
Escrito para todas as idades, Quem Mexeu no Meu Queijo? apresenta propostas que podem durar por toda a vida.
Mãos na massa
Temos por meta ajudar a controlar as finanças, por isso colocamos um link onde se é possível baixar o livro de forma gratuita. Não achou que iríamos te fazer gastar seu suado dinheiro desnecessariamente, achou? Desfrute dessa fonte de enriquecimento intelectual e de vida. Para baixar o livro basta clicar aqui.
Ok, você é um daqueles que não tem tempo de ler!
Quero lembrar que é a tua saúde financeira que está mal: A Dívida é uma Doença! Podemos mostrar o Tratamento e o Remédio, contudo só você tem o poder de decidir se quer ou não se sarar.
Entretanto não se desespere, também pensamos em você, temos um vídeo do livro para assistir, clique aqui e saboreie o aprendizado.
Nem sempre haverá essa opção, mas por ser o primeiro decidimos abrir essa exceção. Conte-nos o que acharam dessa iniciativa? Gostaram do Livro? Estamos aguardando seus comentários.

Boa leitura e até a próxima.


domingo, 15 de outubro de 2017

Nunca deixe que alguém te diga que não pode fazer algo

Salve galera! Bem-vindos de volta para mais um texto no espaço Mente Sã.

Escolhi para trazer a vocês hoje uma indicação de cinema. Nas próximas linhas vou fazer um breve resumo de uma produção estrelada pelo sensacional Will Smith (sim, eu curto os trabalhos do cara como ator desde os tempos de “Um Maluco no Pedaço”) e seu filho Jaden Smith.



O filme de hoje se chama A Procura da Felicidade. A trama é um drama/biográfico de 145 minutos – dirigido por Gabriele Muccino e lançado aqui no Brasil no ano de 2007 – que conta a história de Chris Gardner, um cara que só conheceu o pai aos 28 anos de idade e que prometeu a si mesmo, ainda pequeno, que quando tivesse um filho o moleque ia saber quem era o pai dele.


Chris era um cara ordinário, um ferrado, um cara comum, igualzinho a muita gente que encontramos por ai no nosso dia a dia. Sonhava em ter uma vida melhor e para isso, lá no início dos anos 80, resolveu entrar em um negócio de representação e venda de uma máquina que ele considerava ser revolucionária.


Envolto de grande empolgação e otimismo, Chris investiu praticamente todas as suas economias na compra de dezenas de unidades dessas máquinas com a confiança de que as venderia facilmente para os médicos e hospitais da região; porém apenas esqueceu de verificar o que seus prospectos compradores achava do produto (e para infelicidade dele as clínicas e os doutores enxergavam o tal aparelho como um luxo desnecessário).


Com uma esposa e um filho pequeno para sustentar, Chris Gardner passava os seus dias visitando clínicas e hospitais para demonstrar como funcionava o scanner de densitometria – um equipamento que realizava um trabalho semelhante ao aparelho de raio-X, porém com uma qualidade melhor, mas que custava o dobro do preço – e tentar realizar algumas vendas para pagar as contas que venciam e se acumulavam (ele estimava que precisaria vender ao menos dois aparelhos por mês para conseguir honrar os compromissos financeiros).


No meio dessa “corrida de ratos”, dois itens tão diversos quanto aleatórios aparecem na história para fazer com que a vida de Chris Gardner tome uma nova direção: um carro conversível vermelho e um cubo mágico.


Certo dia caminhando entre uma visita de apresentação e uma tentativa de venda, Chris passa por um cara saindo de uma Ferrari vermelha e admirado com a beleza do carro faz duas perguntas ao condutor: “O que você faz e como faz para ter um carro desses?”


De maneira educada e atenciosa o proprietário da Ferrari diz que ele trabalha em um escritório como corretor de valores. Intrigado e interessado Chris Gardner pergunta ainda o que era preciso para ter um emprego daqueles, se era necessário ir para a faculdade e com a resposta descobre que só era preciso ser bom com números e pessoas – e ele era bom com os dois.


Nesse momento acende aquela luz interna e se inicia um sonho; o sonho de trabalhar no mercado financeiro e compartilhar de toda aura de prosperidade e felicidade que exalavam as pessoas ali naquele ambiente. A partir daí Chris começa a batalhar por oportunidades de estágios em empresas de corretagem e consegue a chance de entregar um currículo para se candidatar ao processo seletivo de trainee na empresa Dean Witter.


Após vários e vários e vários dias criando situações para “ocasionalmente” esbarrar com um dos líderes da empresa surge a oportunidade de dividir um táxi com Jay Twistle (o cara que faria a entrevista dos candidatos a estágio). Durante o trajeto Chris tenta se apresentar da melhor forma possível, evidenciando suas qualidades e seus feitos, mas Jay só parecia prestar atenção no brinquedo que tinha em mãos. Girava o cubo mágico para um lado e para outro na tentativa de deixar cada face com uma cor única e fazia uma cara de quem achava ser aquilo uma missão impossível. Incomodado com a situação Chris pediu o cubo dizendo que resolveria o quebra-cabeças até que chegassem ao destino. Um pouco relutante e bastante incrédulo, Jay Twistle, entregou o brinquedo e ficou olhando a rapidez com que Gardener girava os eixos para ordenar as cores.


E não é que nosso protagonista resolveu mesmo o quebra-cabeças? E foi assim que ele conseguiu a atenção de Jay Twistle e uma entrevista alguns dias adiante para concorrer a vaga de trainee.


E podemos dizer que esse foi o início do ponto da virada.








Mas daí até a glória não foi nada fácil. Tudo o que é ruim pode piorar ainda um pouco mais.


E piorou para Chris Gardner, ô se piorou. E como piorou… Chris foi abandonado pela mulher, recebeu um aviso de despejo, foi protestado pelo estado, passou uma noite na cadeia, teve que ir para a entrevista de seus sonhos todo maltrapilho, descobriu que o estágio era sem remuneração, foi atropelado, subestimado, depreciado, despejado de novo, dormiu no banheiro de uma estação de metrô, dormiu no ônibus noites inteiras, teve que – literalmente – brigar para conseguir uma vaga num abrigo de sem-teto, viu dois de seus scanners serem furtados e tudo isso ainda tendo a tiracolo um filho de 05 anos que dependia dele, uma vez que a mãe e ex-mulher foi morar em outra cidade e não havia nenhum parente por perto. É… não foi nada fácil.


Mas o que torna Chris Gardner e sua história tão especiais é a resiliência e a força de vontade, a capacidade de não se deixar abater e continuar seguindo em frente na busca de um desejo, um sonho quando tudo parece que vai dar errado.


Conhecemos muitas histórias de pessoas que ao primeiro obstáculo já desiste de caminhar. Nós mesmos já fizemos isso muitas vezes, tenho certeza. Falo por mim que por diversas vezes já inventei desculpas, já criei obstáculos, já impus barreiras reforçando as já existentes. Coisas como “ah, mas ele tinha um pai que ajudou” ou “puxa, mas bem que o governo podia criar um programa de cotas para tal coisa” ou ainda “caramba, mas eu vou ficar mega-cansado se resolver acrescentar uma coisa na minha rotina”.


O que diferencia Chris Gardner é a atitude. Ele é o que se chama de “self-made man”. Um cara que foi lá e fez acontecer invés de ficar parado lamentando as circunstâncias, inventando desculpas ou esperando que alguém fizesse por ele. Um homem que criou o seu destino e escreveu sua própria história. É uma prova viva e uma fonte de inspiração de que quando se quer verdadeiramente algo você deve enfrentar todas as barreiras e lutar por isso com todas as suas forças.


Para finalizar destaco aqui as três frases que mais me marcaram no filme:



Nunca deixe que alguém te diga que não pode fazer algo.

Se você tem um sonho, tem que correr atrás dele. As pessoas não conseguem vencer e dizem que você também não vai vencer.

Se quer alguma coisa, corre atrás.



Um amplexo e continue correndo. Até breve