terça-feira, 18 de setembro de 2018

É preciso saber aproveitar o momento oportuno


 Bom dia amigos da blogosfera. Sejam todos bem-vindos. Como estão a saúde financeira e a mental? Espero que esteja a todo vapor.
Esse mês o Blog Mente Sã Bolso São faz 2 anos de vida! Parabéns para nós e especialmente para vocês que nos acompanham. Não tivemos a oportunidade de comemorar com vocês essa data ... então veio à mente o assunto: Oportunidade! E como o segundo texto do mês é tema livre ... vamos lá! 
Porque tantos reclamam que não tem oportunidades enquanto outros parecem que andam em sua companhia?
Kairós, o deus das oportunidades
Kairós, o deus da oportunidade, era filho de Zeus - o deus dos deuses e de Tykhé, a divindade da fortuna e prosperidade. Descrito como um belo jovem caracterizado por possuir cachos de cabelo apenas sobre a testa, sendo calvo na parte de trás da cabeça (em uma alusão às oportunidades que só podem ser devidamente capturadas quando vêm ao nosso encontro, nunca depois que já passaram), asas nas costas e nas pernas (pois o momento favorável é sempre rápido e fugaz) e uma navalha na mão.
Não basta tentar “caçar” a oportunidade, é também preciso fazê-lo com virtude e habilidade ou a tentativa pode facilmente ferir e ser até fatal – quando a oportunidade vira tragédia.
Era um atleta e tinha uma agilidade incomparável. Resplandecente e com a flor da juventude. Se assemelhava a Dioniso; tinha as bochechas vermelhas e a pele delicada.
Sempre sem roupas, ele corria rapidamente e só era possível alcançá-lo agarrando-o pelo topete, ou seja, encarando-o. Depois que ele passava, era impossível perseguí-lo, pegá-lo ou trazê-lo de volta. Na entrada do estádio em Olímpia havia dois altares: um era consagrado a Hermes, que simbolizava os jogos e o outro era consagrado a Kairós, que simbolizava a oportunidade.
Não basta tentar “caçar” a oportunidade, é também preciso fazê-lo com virtude e habilidade ou a tentativa pode facilmente ferir e ser até fatal – quando a oportunidade vira tragédia.
Entre os romanos era chamado de Tempus, o breve momento em que as coisas são possíveis. Kairós tinha o poder do movimento rápido que podia passar despercebido aos olhos desatentos, tornando impossível recuperar a visão de sua passagem. Dada à sua natureza difícil, raramente proporcionava uma segunda chance. Na filosofia grega e romana é a experiência do momento certo e oportuno. Kairós era o tempo em potencial enquanto kronos era a duração de um movimento e uma criação.
Kronos, era descrito como o velho, o Senhor do tempo, das estações, da pressão das horas ordenadas pelo relógio e pelos dias, meses e anos determinados pelo calendário. Cruel e tirano, Kronos controlava o tempo desde o nascimento até a morte, aquele tempo comum, real, visível e rotineiro. O Tempo kronos era o ditador da quantidade de coisas realizadas durante o dia, o tempo burocrático, o tempo humano, o tempo que nunca é suficiente, o tempo que escraviza, preocupa e estressa. Kronos deu origem ao cronômetro e aos medidores do tempo, o tempo dos homens.
Kairós era descrito como um jovem que não se importava com o relógio, o calendário e o tempo cronológico. Kairós era o tempo que não podia ser cronometrado, o tempo que não pertencia a Kronos porque não era previsível, apenas acontecia, por isso chamado de momento ou oportunidade. É o tempo divino que o vento traz, a vida conspira, decide acontecer sem tempo, sem hora marcada, se manifesta instante a instante e permanece eterno. Kairós marca os momentos que se tornam eternos, ainda que tenham sido breves. Os gregos acreditavam que com Kairós poderiam enfrentar o cruel tirano Kronos.
Os gregos antigos tinham duas palavras para o tempo: Khronos e Kairós. Enquanto Khronos faz referência ao tempo cronológico, sequencial, o tempo que se mede, Kairós é o momento indeterminado no tempo, em que algo especial acontece, a experiência do momento oportuno.
Vivemos no contexto de Kronos, do tempo linear, o tempo que corre sempre para frente. Observamos a nossa idade avançar, o desenrolar de acontecimentos, mudanças, declínios e ascensões. Este é o tempo de Kronos, sempre implacável: algumas vezes cruel, outras vezes benigno, que dita o nosso tempo de vida. Estamos tão condicionados à necessidade de cumprir as expectativas do tempo imposto pelo relógio, que não nos permitimos ser naturais: tornamo-nos mecanizados pela força do tempo que exige de nós cada vez mais tempo.
Kronos nos torna menos humanos e nos torna mais máquinas, porque está sempre ao nosso encalço exigindo pontualidade, estabelecendo ritmos e metas. Máquinas enferrujam enquanto as pessoas envelhecem. Desde pequenos somos condicionados a Kronos para sermos aceitos, Kronos é severo e amedrontador que receamos ser devorados por ele. Pagamos um alto preço para cumprir as normas do tempo, deixamos de ser quem somos, repetimos trabalhos dia após dia até que aposentando, somos arremessados à depressão do nada fazer.
Em nossa vida estamos sempre lutando contra o tempo tentando distribui-lo entre as nossas diversas atividades diárias. A sensação de estar perdendo tempo com alguma coisa, seja no trabalho ou em um relacionamento, mostra a nossa preocupação com o tempo que escorre e nos deixa insatisfeitos. É o tempo que utilizamos para atender as expectativas externas e mesmo que queiramos otimizar o tempo, não garante a nossa felicidade. Porque para nos sentirmos felizes, é preciso mais do que usar o tempo com eficiência.
Kairós está relacionado à qualidade do tempo vivido, um tempo divino, presente nos momentos especiais e inesquecíveis, que não se perdem no tempo do calendário. Ele flui, vai e retorna marcando os momentos emocionantes. Refere-se a um instante, ocasião ou momento, que deixa uma impressão forte e única por toda a vida. Por isso, Kairós refere-se a uma experiência atemporal na qual percebemos o momento oportuno em relação à determinada ação.
Quantos momentos Kairós deixamos de viver, por estarmos preocupados com o tempo Kronos: o primeiro sorriso de um filho, uma mão estendida no momento oportuno, o abraço confortante no momento de tristeza, um carinho que arranca a tristeza do coração em um momento de infelicidade. São muitos momentos Kairós, que apesar de breves, fazem a diferença. Quantos momentos Kairós são lembrados depois que alguém se foi e, independentemente do tempo Kronos que tenhamos vivido com essa pessoa, são os momentos Kairós que deixam as lembranças inesquecíveis.
São as recordações dos momentos Kairós que nos fazem sentir saudade. Quando estamos vivendo os momentos Kairós queremos que Kronos permaneça imóvel, porque queremos que o tempo pare para eternizar o momento. O momento passado é único mas pode ser revivido quando se fecha os olhos para senti-lo novamente. E por permitir sentir novamente, ele também se relaciona ao ressentimento, que é a face negativa de Kairós.
Trazendo o mito de Kairós para o nosso passado, certamente iremos constatar que muitas vezes o tempo das oportunidades se fez presente e o deixamos escapar. Bons negócios, possibilidades de estudos e relacionamentos, chances de perdão e reconciliação, são algumas das aberturas que ocorreram, que poderiam ter atenuado a implacabilidade de Khronos. Este sempre segue o seu curso, não obstante nossas perdas ou ganhos.
Quando vivemos no tempo Kairós aumentam as oportunidades em nossa vida. Basta repensar como surgiram nossas melhores oportunidades: de certa forma, estávamos desprogramados das exigências do tempo cronológico. Para os gregos Kronos representava o tempo que faltava para a morte, um tempo que se consome a si mesmo. Por isso, seu oposto é Kairós: momentos afortunados que transcendem as limitações impostas pelo medo da morte.
Sempre que agimos sob o tempo kairós, as coisas costumam dar certo porque sabemos a hora certa de estar no lugar certo. Por exemplo, quando estamos quase desistindo de algo e resolvemos dar um tempo para a pressão, do nada surgem as pessoas certas que nos ajudam com soluções reais e práticas. Agir no tempo regido por Kairós é similar a um ato mágico. Kairos é o tempo oportuno, livre do peso de cargas passadas e sem ansiedade de anteceder o futuro. Ele se manifesta no presente, instante após instante.

Oportunidade... Eis a palavra que mais ouço as pessoas insatisfeitas pronunciarem.
·                   "Ainda não tive a oportunidade",
·                   "Se Deus quiser, esta oportunidade vai chegar",
·                   "Faltam oportunidades de crescimento...".
A oportunidade (ou a ausência dela) é a desculpa mais comum para as pessoas ficarem onde estão. A oportunidade é vista por essas pessoas como algo externo, e quando dizem isso, os criadores de desculpas, no fundo estão se consolando: "Tudo o que eu poderia fazer eu já fiz, agora dependo da sorte...". O que a maioria das pessoas não percebe é que a oportunidade é uma circunstância criada por cada um de nós. São nossas ações frente a um problema, uma dificuldade ou limitação que transformarão este descontentamento em oportunidades.
Criar oportunidades está relacionado com buscar a excelência profissional e pessoal, sair da média, reconhecer falhar e praticar iniciativa. Quando colocamos em prática estas ações, as oportunidades aparecerão indubitavelmente.
Em uma conversa de bar, um amigo disse:
"Não sei mais o que fazer, busco uma oportunidade de promoção em minha área há mais de um ano. A empresa não valoriza o colaborador, e quando há possibilidade de promoção abre-se seleção interna e externa, e em quase 90% dos casos, alguém de fora é contratado."
Compreendo perfeitamente a decepção. Mas é importante que você saiba que mais do que buscar uma oportunidade na sua empresa, para alcançar este crescimento, a empresa precisa ver uma oportunidade em VOCÊ. Se nas seleções, pessoas de fora são contratadas e você realmente é capacitada para a promoção, só pode ser por um destes dois motivos:
1.          Você não está mostrando verdadeiramente toda sua capacidade, conhecimento, força de vontade, iniciativa e disposição. Está perdendo a oportunidade de mostrar o que sabe.
2.          A empresa não tem política de promoção baseada na meritocracia ou não consegue, apesar de todo o seu esforço, reconhecer todo o talento e todas as vantagens em ter você nesta nova posição. Neste caso, quem está perdendo a oportunidade é a empresa, afinal em algum momento, alguém vai perceber sua competência. E esse alguém pode até ser o concorrente.
O fato, é que em ambos os casos, há perdas. Por isso, não podemos deixar de reconhecer a oportunidade que temos todos os dias de ser o melhor naquilo de fazemos, e sempre que possível, mostrar que fazemos bem feito. Assim seremos vistos como verdadeiras oportunidades pelas pessoas que nos cercam.
Diante dos obstáculos, sempre temos a oportunidade de fazer o melhor e seguir em frente. O erro é uma oportunidade para encontrarmos o caminho do acerto, e o fracasso uma oportunidade de buscarmos um caminho com mais segurança.
Tenha sempre em mente que: Hoje é o melhor dia da sua vida para ser o melhor profissional, o melhor pai, a melhor mãe, o melhor amigo. Mas como temos esta oportunidade todos os dias, deixamos o melhor para amanhã. Um amanhã que nunca chega, pois, a oportunidade se situa somente no momento presente."
A propósito, Kairós é representado por uma figura que tem uma trança na testa e é careca na nuca, para nos lembrar:
"Só podemos agarrar a oportunidade quando ela está vindo, pois depois que passou não temos mais onde segurá-la".
Esse tempo mágico ou oportuno é um convite para nos despojarmos da razão exagerada, cronológica e voltarmos a brincar com o tempo e vivê-lo com leveza e intensidade. O espírito infantil é livre para aprender, criar e pode resgatar a busca da compreensão da totalidade humana. O arquétipo da eterna criança deve encontrar acolhida em nossos corações para que possamos prosseguir na travessia de nossas vidas, aprendendo sempre ou pelo menos tentando, como um eterno aprendiz. (lembrei até de uma música do Gonzaguinha – O que é, o que é?)
Quer uma oportunidade para colocar tudo isso em prática? Vamos lá, este é o momento - agarre-o agora, porque depois... Só a nuca careca...
A única pessoa que pode impedir seu crescimento é você mesmo!
Não se esqueça: Foco, Força e Fé.
Até a próxima

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Ausência de Relação

Salve galera, sejam bem vindos de volta! 

Esse mês eu pretendia dar continuidade ao meu último texto por aqui e falar das 'dívidas ruins', entretanto acabei decidindo  pegar uma carona na efeméride e redigi um texto que guarda total ausência de relação com a publicação passada. Escrevi sobre independência.

Fui até o dicionário para buscar o significado e encontrei 3 que cabem perfeitamente à curta mensagem que quero passar hoje, quais sejam:

independência
substantivo feminino
1.
estado, condição, caráter do que ou de quem goza de autonomia, de liberdade com relação a alguém ou algo.
"i. individual"
3.
caráter daquilo ou de quem não adota ideias preestabelecidas, não segue as regras e os usos correntes.
"a i. da arte e do artista"
6.
boa condição material; bem-estar, fortuna, prosperidade.
"trabalhou muito para conseguir a sua i."

E trazendo para as finanças não é diferente. Aqui no Mente Sã, Bolso São o nosso objetivo final é levar você até a independência financeira; um estado em que não tenha mais que depender de ter um emprego para conseguir bancar suas necessidades básicas.

Não será fácil trilhar esse caminho para alcançar o bem-estar, pois, assim como sugere o dicionário, será necessário trabalhar muito para conseguir sua independência financeira.

E algumas (ou muitas) vezes o que vamos postar aqui vai lhe fazer sentir-se como indo contra a corrente. Mas faz parte; nessa jornada nós não temos de seguir as regras de consumo e nem as ideias preestabelecidas de que para ser é preciso ter.


Como eu disse, essa é apenas uma mensagem rápida. Não quero que você gaste seu feriado aqui lendo um texto gigante.

No próximo post começo a explicar de modo mais completo o conceito de Independência Financeira e também pago a minha dívida de falar sobre dívidas ruins.

Um grande amplexo e aproveitem o feriadão.


Ah! O que significa, para você, ser financeiramente independente? Conta pra gente aqui nos comentários 😉