terça-feira, 1 de agosto de 2017

Se você não sabe para onde ir qualquer caminho serve.


Bom dia amigos da blogosfera. Sejam todos bem vindos. As coisas continuam muito corridas, felizmente tenho o companheiro de blog Adriano que sempre está a postos para me salvar. Muito Obrigado!

Quem não conhece a história de Alice no país das maravilhas? Sem sombras de dúvidas é uma das obras literárias mais conhecidas no mundo inteiro. Walt Disney é um dos responsáveis pela sua popularização. Mas o que pouca gente sabe é que o romancista, poeta e matemático britânico Charles Lutwidge Dodgson é o seu autor.
Voltando à história de Alice no país das maravilhas, há um trecho na obra onde Alice está perdida e encontra o Gato em cima de uma árvore. Ao vê-lo, surge o seguinte diálogo:
– Por favor, poderia me dizer que caminho devo tomar aqui? – Perguntou Alice.
– Depende muito do lugar aonde você quer chegar – disse o Gato.
– Pode ser qualquer um – respondeu Alice.
– Se você não sabe para onde quer ir, qualquer caminho serve – observou o Gato.
– Desde que eu chegue a algum lugar – acrescentou Alice à guisa de explicação.
-Ah, se andar bastante – disse o Gato – com certeza vai chegar.

Tenho certeza de que você conhece essa história, mas talvez não se tenha dado conta da lição que está nas entrelinhas.
A lição trata de ter um objetivo em mente.
Perceba. Se você não sabe onde quer chegar, está deixando que a vida simplesmente aconteça. Neste caso, você corre o risco de obter resultados diferentes do desejado e seus sonhos ficarão para sempre na sua mente.
Como na história citada, não nos planejamos, não nos organizamos, não sabemos o que queremos e esperamos da vida. Ficamos reféns do acaso: como não sabemos para aonde vamos, pegamos qualquer caminho para chegarmos a qualquer lugar, da mesma maneira como acontece com Alice.
E aí surge uma pergunta: Você conhece alguém que age assim? Você, por exemplo, planejou a sua vida? Sabe onde está e para aonde está indo? Sabe o que estará fazendo daqui a dois, cinco, dez anos? Você já fez o seu planejamento estratégico pessoal?
Se você não fez, saiba que muita gente, faz assim também. Deixa de ser autor, para ser um simples expectador. Fica na absoluta passividade esperando que as coisas aconteçam. São pessoas que afirmam, concordando com um samba famoso: “em matéria de guarida, espero ainda a minha vez, confesso que sou de origem pobre mas, meu coração é nobre, foi assim que Deus me fez e deixa a vida me levar (vida leva eu!)”. Será que o nosso destino é ficar na passividade, esperando as coisas acontecerem? Onde está o nosso livre arbítrio?
O que acontece com as empresas? Por que algumas empresas fazem sucesso, se fortalecem e outras não? A resposta é simples: um planejamento bem feito. Com um planejamento bem elaborado, as chances de sucesso são muito maiores.
Ao ler essa afirmação, algumas pessoas, auto sabotadoras, poderão pensar: mas isso é para as empresas, não para mim. E pensando assim, continuam deixando a vida leva-las.
Está na hora de quebrar esse paradigma. As pessoas podem (e devem) elaborar o seu planejamento estratégico de vida. Através dele poderão conhecer mais sobre si mesmo e sobre os seus objetivos de vida, sobre a sua missão, desenvolverem instrumentos que possibilitem o desenvolvimento de competências que favoreçam atingirem suas metas pessoais e profissionais. Procure algum profissional sério para ajuda-lo neste trabalho.

Sabendo para onde se quer chegar, todos os outros passos podem ser definidos.

Se você não tem um objetivo financeiro, vai andar muito, muito, muito, tempo. E pode ser que não chegue a lugar algum. Eu chamo isso de “síndrome de Alice1” e vejo muita gente sofrer desse mal. Para você me entender melhor, vamos fazer um teste:

·  Quantas vezes você falou sobre um desejo, um sonho (ex.: uma grande viagem, a compra de um carro, a compra da casa própria) mas, nunca realizou porque “não tinha dinheiro suficiente”?
Agora, desde que você tem esse sonho…
·  Quantas vezes você se informou sobre a quantia de dinheiro necessária para realizá-lo?
·  Quantas vezes se sabotou gastando pequenas quantias de dinheiro em coisas menos prioritárias que realizar esse sonho?
Você quer, de verdade, conquistar o que deseja? Então precisa saber quanto é isso em termos de dinheiro. Em outras palavras, se você não tiver um objetivo financeiro na cabeça, vai estar correndo sem sair do lugar.
Nenhum corredor inicia uma maratona sem ter uma boa ideia de quanto tempo vai correr como também do itinerário que vai percorrer. Por isso, você também precisa saber para onde vai e de um plano para chega lá.
Como determinar seu objetivo financeiro
Agora que você já sabe da importância em determinar seu objetivo financeiro, vamos te mostrar como calcular o seu. Para isso, siga os passos a seguir:
1. Conheça seus sonhos
Pare um minuto e anote no papel 3 coisas que você gostaria de conquistar na sua vida. Não se preocupe se você não souber como fazer para consegui-las. Por enquanto, apenas sonhe.
2. Determine suas Prioridades
Uma vez que criou sua lista, enumere os itens de 1 a 3. Sendo o nº 1 o primeiro que você deseja conquistar e o último sendo o nº 3. Quando você determina prioridades, você coloca seu cérebro focado no que é importante.
3. Pesquise
Agora, faça uma pesquisa na internet e verifique quanto custa realizar o sonho nº 1. Se este sonho é ter uma casa própria ou um carro, vá ao banco e descubra o que você tem condições de comprar.
4. Defina a quantia exata do seu objetivo financeiro
Agora, defina a quantia exata de seu objetivo financeiro. Não é um número tirado do nada, mas o resultado do seguinte cálculo: economias atuais + quantidade necessária para transformar seu sonho em realidade = seu objetivo financeiro.
Após o passo número 4 você terá definido seu objetivo financeiro para realizar o sonho nº 1. Quando realizar este sonho, você poderá repetir os passos 3 e 4 para o próximo sonho da lista e assim por diante.
Ao determinar um objetivo você viabiliza o sonho e coloca sua mente para trabalhar nas possibilidades para realizá-lo. Não é de se espantar que muita gente ao fazer esse exercício, descobre que já poderia ter realizado o primeiro sonho ou nem poderia imaginar que está tão perto de realizá-lo.
Sem pesquisar e sem objetivo financeiro seus sonhos ficarão para sempre em sua mente. O que é melhor: realizar ou simplesmente continuar sonhando?
Conte-nos, mas principalmente realize seus objetivos.

Até a próxima.

sábado, 15 de julho de 2017

É só o que importa

Salve galera, bem-vindos de volta! Como vocês estão, tudo beleza?

Hoje vou usar o espaço Mente Sã para falar de um filme, um documentário na verdade: Minimalismo – Um documentário sobre as coisas importantes.


Eu tive o meu primeiro
contato com o minimalismo por meio do fundador da Apple. Eu me lembro 
de ter lido numa reportagem que o Steve Jobs tinha em sua casa pouquíssimos móveis e não aceitava ter objetos somente para preencher espaços.

Naquele momento eu ainda não sabia que a atitude de Jobs era um exemplo de um movimento de simplificação, mas lembro que achei o máximo a foto que acompanhava a reportagem exibindo uma grande sala com apenas uma luminária, uma vitrola e alguns discos e livros.

Alguns anos depois, já estudando publicidade, fui descobrir que opção de Jobs naquela foto por poucos itens tinha mais a ver com suas paranóias por perfeição e menos com minimalismo; fui saber também que o minimalismo é um movimento artístico, cientifico e cultural que prega que devemos nos ater somente àquilo que é realmente importante, abrindo mão dos excessos e dos supérfluos.

Apenas para não ser injusto com Steve Jobs, muito embora ele fosse de fato paranóico em sua busca pela perfeição, minhas leituras sobre o gênio da Apple sempre destacaram que ele era também minimalista.

Mas como a ideia aqui, hoje, não é falar sobre “o cara da maçã”, deixe-me voltar para o documentário.

O filme é centrado em dois caras Joshua Fields Millburn e Ryan Nicodemus – que eram vistos como pessoas bem sucedidas e que estavam em ascensão nas suas carreiras, tinham salários na casa dos 3 dígitos, eram amigos e não se sentiam verdadeiramente felizes.

Um dia Joshua encontrou com seu amigo e achou que ele estava diferente, que tinha mudado e para melhor. Ryan parecia feliz, verdadeiramente feliz. E como um bom amigo Joshua convidou Ryan para almoçar, pagou-lhe um sanduíche e perguntou o que havia acontecido para que o amigo estivesse assim tão feliz. Ryan contou a Joshua que estava vivendo o minimalismo, e - adiantando a fita - os dois decidiram largar suas carreiras, começar um blog, escrever um livro e viajar fazendo a divulgação do trabalho.

Ok! me empolguei e fui super minimalista na descrição do documentário né? Pois é, mas foi de propósito, porque eu queria copiar aqui para vocês o ótimo texto do Matheus de Souza (www.matheusdesouza.com), que foi onde eu tomei conhecimento do documentário.

Desejo uma boa leitura a todos e aguardo pelos comentários sobre o filme.


Um grande amplexo.

- - -

Mas, quem são os Minimalistas e o que é o minimalismo?


Dois caras que viveram no mundo corporativo presos na mentalidade de acumular dinheiro, posses e prestígio. No entanto, apesar de ambos serem bem-sucedidos no que faziam, nenhum deles era verdadeiramente feliz. Eles tinham os gadgets do momento, casas enormes e carros luxuosos, mas trabalhavam de forma insana e se sentiam constantemente estressados.

Quando sua mãe faleceu e seu casamento terminou em divórcio, ambos no mesmo mês, Joshua teve uma epifania. Percebeu que a maioria de suas posses materiais não estavam agregando valor à sua vida ou ajudando-o a se tornar mais feliz. Foi então que se livrou de boa parte dos seus pertences a fim de se concentrar nas coisas que realmente importavam para ele.

Ryan, que estava se sentindo mal por ter treinado sua equipe para vender celulares a crianças de 5 anos, percebeu que o semblante de Joshua havia mudado. Ele estava sereno, parecia feliz. Ao descobrir que o motivo era a mudança radical em seu estilo de vida, fez o mesmo que o amigo: encaixotou suas coisas e se livrou de 80% do que tinha. Sentiu um peso sair de suas costas.

Os amigos criaram um blog sobre sua nova filosofia de vida. Logo veio um podcast, palestras e, mais recentemente, o documentário. O minimalismo é um estilo de vida onde você reduz suas posses de tal forma que tenha apenas itens que realmente tragam valor à sua vida. Trata-se de remover o excesso de sua vida, de modo que você seja capaz de se concentrar no que é mais importante. Não há limite de itens ou restrições específicas. E, eles não estão dizendo que todo o tipo de consumo é prejudicial. É apenas uma maneira mais simples de viver para reduzir o estresse e ter mais liberdade.

“Imagine uma vida com menos: menos coisas, menos desordem, menos estresse e descontentamento… Agora imagine uma vida com mais: mais tempo, mais relações significativas, mais crescimento, contribuição e contentamento”.
Joshua Millburn e Ryan Nicodemus. Foto: Divulgação.


 Isso é útil? Me traz alegria?

Dan Harris, autor do ótimo “10% Mais Feliz“, é um dos entrevistados do documentário. Ele compartilha sua experiência sobre estresse e ansiedade. Em 2004, Harris teve um ataque de pânico em rede nacional enquanto apresentava o “Good Morning America” da rede ABC.

Durante a entrevista, menciona que o melhor conselho que recebeu até hoje, no contexto da ansiedade, foi sobre perguntar a si mesmo se “Isso é útil?”. A pergunta lembra o conceito de “Isso me traz alegria?” da autora japonesa Marie Kondo.

Desde que li pela primeira vez a frase “menos é mais”, num artigo sobre a obsessão de Steve Jobs com designs minimalistas, resolvi seguir essa filosofia. Eu recém tinha completado 20 anos, era um jovem comum que adorava comprar roupas de marcas famosas e sonhava em ter um carro importado. Afinal, pra mim isso era sinônimo de status pessoal.


O que percebi, com o tempo, é que nenhuma daquelas coisas me traria alegria. Quem segue um estilo de vida consumista, geralmente, compra itens apenas para seguir modismos e fazer parte de um grupo. Me dei conta de que as pessoas com as quais eu me importava de verdade não estavam nem aí se eu andava de Corolla ou Fusca. Se vestia uma camisa da Tommy Hilfiger ou da Renner.


Quando deixei de ter um comportamento consumista, passei a ser menos ansioso. Ao invés de juntar dinheiro para ter coisas, percebi que seria mais feliz utilizando minhas economias para viajar, por exemplo. Troquei o carro por uma bicicleta e logo me sobrou grana para um mochilão pela Europa. Enquanto alguns conhecidos me mostravam seus novos iPhones ou Galaxys, eu e meu velho BlackBerry embarcávamos para Nova York.


E veja que não existe certo ou errado nessa história. São escolhas. Mas, nunca estive tão bem comigo mesmo. E sereno, como Joshua.



Ame as pessoas e use as coisas — porque o oposto nunca funciona

Se eu sou minimalista? Não no nível de Joshua ou Ryan. Eu continuo comprando coisas. E eles também, na verdade. O objetivo do documentário não é fazer com que as pessoas joguem fora todas as suas posses e se mudem para um bangalô. O ponto central é simplesmente perguntar-se por que você possui as coisas que possui, o que elas acrescentam à sua vida e se você pode viver tranquilamente sem elas.


Essa ideia de desapego material me lembrou dois fatos recentes.

O primeiro é sobre o Serafín (70) e a Shirley (69), um casal de idosos casados há 40 anos. Em maio eles partem para uma viagem de volta ao mundo. De moto! Numa Honda CG 160 Titan — o único bem material dos dois.

Eles entenderam qual o verdadeiro patrimônio em nossa passagem por esta vida e o porquê ela vale a pena ser vivida. Quando escrevi aquele artigo, o Serafín me contou que eles finalmente compreenderam que o que realmente vale é o ser — e não o ter. E que, por sinal, isso é a única coisa que levamos para o outro lado junto com as nossas escolhas. Todo o resto fica aqui. Por mais que, na teoria, saibamos disso desde muito jovens, é apenas “quando a água bate na bunda” que entendemos o sentido real por trás de frases clichês que circulam por aí.

Já o segundo fato tem a ver com algo que comprei. Recentemente adquiri um Kindle, o leitor digital da Amazon. O interessante nisso é que uma compra feita por impulso (sou um ser humano, afinal de contas), fez com que eu deixasse de amar meus livros físicos — ou 90% deles. Ao olhar minha estante repleta de volumes empoeirados, pensei comigo mesmo: “isso é útil?“. Não. Eu não preciso mais deles. Já posso me desapegar. Percebem como a compra de um item gerou o desapego de uma centena de outros?

 Coisas, coisas, coisas


“Na Natureza Selvagem”, filme que conta a história real de Christopher McCandless, um viajante que deixou de lado o sonho da carreira bem-sucedida e as convenções sociais, tem um diálogo bastante marcante pra mim.

Walt, pai de Christopher, diz que quer presenteá-lo com um carro novo. Presente de formatura. A resposta do filho é um discurso parecido com o dos Minimalistas.

“Um carro novo? Por que eu iria querer um carro novo? O Datsun (seu carro, modelo B210 de 1982) é ótimo. Vocês acham que eu quero um carro chique? Vocês estão preocupados com o que os vizinhos pensam?”.

Seu velho Datsun era útil para o seu dia a dia. Ele não precisava de um carro melhor.
A cena, em inglês — não encontrei a versão legendada —, pode ser assistida abaixo.

https://www.youtube.com/watch?v=Kb83JKfxYn8


 A mensagem

Em linhas gerais, a principal mensagem dos Minimalistas é que devemos ser mais conscientes em relação ao que estamos consumindo. É um lembrete útil e eu recomendo fortemente que você assista ao documentário.

Podemos não ter o controle sobre todas as áreas da nossa vida, mas temos controle sobre o quanto gastamos e o quanto precisamos para sermos felizes.


Créditos: https://matheusdesouza.com/2017/04/04/minimalismo/

domingo, 2 de julho de 2017

Juros Compostos





Salve galera, sejam muito bem-vindos de volta.

Estou atrasado com a postagem né, mas é por uma boa razão. Ontem teve início a comemoração do aniversário de nosso redator, Alexandre Diniz e a festa só acabou no dia de hoje. Então imaginem como ... quer saber, melhor a gente falar dos juros compostos. hehehe


Há quem diga por aí que os Juros Compostos são uma invenção do diabo e só servem para atrapalhar, mas também existem aqueles que veem esses mesmos Juros Compostos como um presente divino, a oitava maravilha do mundo.

Mas como será isso possível, afinal são os Juros Compostos amigos ou inimigos?
Eu diria que é você quem escolhe se quer tê-los como o Mocinho ou como o Vilão da história.



A verdade é que, estando do seu lado ou contra você, o Juro Composto trabalha sempre da mesma forma. Ele sempre vai potencializar o capital inicial.

Se o valor inicial for produto de uma dívida, um empréstimo, a percepção sobre esse tipo de juros será negativa, pois a cada mês que passa o valor devido se tornará maior.

Um exemplo prático é a fatura do cartão de crédito.

Eu posso apostar que você já reparou como uma dívida de cartão de crédito aumenta de valor exponencialmente em um período de tempo bem curto. Em um momento você deve algumas centenas de reais e em outro passa a dever milhares. É que além das taxas cobradas pela administradora do cartão serem bem altas, sobre elas ainda são aplicadas juros em sua forma composta.

Funciona mais ou menos assim: Suponhamos que sua fatura vem com um valor total de R$ 500,00 e você opte por pagar apenas R$ 250,00, deixando o restante para ser pago no próximo mês.

No mês seguinte, considerando que você não comprou nadinha de nada no cartão, e que os juros do estejam numa taxa mensal de 10%, a fatura virá cobrando os R$ 250,00 que ficaram do mês anterior + R$ 25,00 que correspondem aos juros.

Se por algum motivo você deixar de pagar essa fatura, no próximo mês o banco te cobrará R$ 250,00 (montante devido inicialmente) + R$ 25,00 dos juros do mês passado (10% de R$250,00) + R$27,50 (10% sobre o montante inicial+juros do mês) e assim por diante.

Com a tabela vai ficar mais fácil para perceber como os bancos, financeiras e administradoras de cartão de crédito tomam o seu dinheiro.


Por outro lado, quando os Juros Compostos entram em campo jogando no seu time, ele pode fazer o seu dinheiro crescer sem que você precise fazer nenhum esforço.

Vamos tomar como exemplo os mesmos R$ 250,00, mas dessa vez investidos em uma aplicação que tenha rentabilidade de 10% ao ano.

O raciocínio é exatamente o mesmo. Após o primeiro ano seus R$ 250,00 já vão virar R$ 275,00. Se você mantiver o dinheiro aplicado, ao final do segundo ano já terá um montante de R$ 302,50 e ao fim do terceiro ano, esse valor passará a R$ 332,75 e assim por diante.

Veja só, em três anos e sem fazer absolutamente nenhum esforço, você já ganhou R$ 82,75 ou 33%. Isso não é ótimo?


Ok! Eu já imagino que você deve estar pensando: - Puxa! Mas demora tanto para vir tão pouco.


O que tenho a lhe dizer é:

1- lembre que esse dinheiro vem sem esforço;
2- se forem feitos aportes regulares essa curva tende a crescer mais rápido;
3- quanto maior o montante, maior o retorno;
4- investir exige paciência.

Então paciência e perseverança, pois como diz o ditado "quem espera sempre alcança.


Forte amplexo e até o próximo texto.

---


Em tempo:

Definição de Juros Compostos: É uma forma de calcular os juros de uma dívida ou de um investimento. Nesta forma, o valor dos juros de um período (dia, mês, ano) é acumulado, em uma determinada data, no saldo devedor ou saldo do investimento, para o cálculo dos juros do período seguinte. (fonte: Banco Central do Brasil)

Fórmula de Cálculo de Juros Compostos: F = P.(1 + i)n
F = valor futuro (muitas vezes chamado de M ou "montante")
P = valor presente (muitas vezes chamado de "principal")
n = número de períodos (em dias, meses, anos, ... dependendo do contexto)
i = taxa de juros (normalmente na forma percentual)

Calculadora de Juros Compostos: 
http://calculoexato.com.br/parprima.aspx?codMenu=FinanJurosSobreValor
ou
https://www3.bcb.gov.br/CALCIDADAO/publico/calcularValorFuturoCapital.do



quinta-feira, 15 de junho de 2017

Desperte o Milionário que há em Você

Salve galera, bem-vindos de volta para mais um Espaço Mente Sã.

E aí, estão curtindo o feriadão prolongado? Aqui no Rio o tempo não está dos melhores até que saiu um sol, mas um dia extra em casa é sempre bom para recarregar as energias e ajustar as ideias.

Sem mais delongas, vamos despertar o milionário que há em você? Essa é a proposta do livro que apresento a vocês hoje.



Com prefácio de David Neeleman (fundador da Jet Blue Airways, Morris Air e da West Jet; presidente e fundador da Azul - Linhas Aéreas Brasileiras) e apresentação de João Doria Jr. (Presidente do Grupo Doria e do LIDE - Lideres Empresariais; prefeito da cidade de São Paulo); Carlos Wizard Martins pretende com esse livro contar um pouco da história de alguém que saiu do nada para montar um império bilionário (composto de dez empresas bem-sucedidas, presente em dez países - incluindo os principais da América Latina além de China, Estados Unidos e Japão e gerador de 45 mil empregos diretos) e compartilhar os principais conceitos e valores utilizados nesse processo, e também para ajudar a formar mais de uma centena de novos milionários no Brasil nos últimos anos.

O fundador da Wizard começa o capítulo 1 falando sobre fracasso e como uma derrota pode ser a chave para que venhamos a descobrir quem realmente somos e qual o nosso potencial de realização. Em seguida passa pelos matadores de sonhos, pela derrota autoimposta e o medo de prosperar fechando um capítulo que mostra como nossa mente tem o poder de nos limitar.

O segundo capítulo é dedicado a tratar das Sete Desculpas Mortais, que tem o poder de destruir sonhos, acabar com o ânimo e matar a esperança de dias melhores.

• Desculpa 01 - Aqui nada dá certo
• Desculpa 02 - A concorrência é muito grande 
• Desculpa 03 - É preciso pagar muitos impostos 
• Desculpa 04 - Falta dinheiro
• Desculpa 05 - Existem crises e incertezas 
• Desculpa 06 - Não tenho sorte 
• Desculpa 07 -                                                (está em branco para que você possa inventar a sua)


 O capítulo três fala da busca pela prosperidade. Aqui Carlos Wizard passa um pouquinho por sua vida pessoal para mostrar em que momento aconteceu o "estalo" de empreender e faz uma constatação/revelação de que procuramos tanto uma solução quando ela já está presente em nós. "É interessante notar que, às vezes, possuímos um dom, um talento, uma habilidade nata, mas nós mesmos não conseguimos reconhecer de imediato...".

Mentalize
… A prosperidade está em mim 
… Eu posso mais, muito mais 
… Há um milionário dentro de mim

Esse capítulo serve também como introdução para os capítulos quatro a dez, que mostram as 7 chaves de ouro para alcançar a prosperidade.
Chave de ouro 01 - Zere seu passado

    - Zere seu passado: principalmente no que diz respeito a desordem financeira;
    - Abandone antigos conceitos: supere traumas e complexos em seu subconsciente relativos ao dinheiro;
    - Teste sua perseverança: esteja preparado para os momentos de teste e definição dos seus rumos, pois as tentações serão muitas para te fazer mudar de caminho;
    - Comece no momento certo: não tenha pressa;
    - Comece de onde está: não fique esperando atingir um patamar inalcançável para começar.

Chave de ouro 02 - Sonhe acordado

    - Use sua capacidade de sonhar: comece pequeno, mas sonhe grande;
    - Defina exatamente o que você quer: para onde você está indo e onde quer chegar;
    - Faça seu brainstorming pessoal: anote tudo o que você almeja mesmo se parecer ridículo ou impossível;
    - Explore o próprio talento: não foque em apenas imitar os outros, cante sua própria música;
    - Estabeleça seu ciclo do sucesso: objetivo ¬ estratégia ¬ plano de ação ¬ execução ¬ avaliação ¬ correção de rumo ¬ resultado ¬ comemoração;
    - Cuide de suas emoções e suas reações: trabalhe seu lado emocional, pois mais importante do que ocorre com você é como você reage ao que ocorre;
    - Sonhar é viver: o sonho alimenta a alma e mantém acesa a chama da vida.

Chave de ouro 03 - Deseje empreender para enriquecer

    - O desejo gera fortuna: não é apenas o dinheiro que torna uma pessoa próspera, mas o seu desejo e sua capacidade de empreender, aliados com à razão e ao espirito bem nutridos com pensamentos nobres e elevados;
    - Deseje vencer como deseja o ar que respira: seu desejo deve ser uma obsessão constante;
    - Vá ao encontro daquilo que você quer: não espere o mundo ir até você;
    - A solução está em você: arrume a casa de dentro pra fora e não o contrário;

Chave de ouro 04 - Determine quanto quer ganhar

    - Determine seu valor: o dinheiro que você recebe hoje é exatamente o que você merece ganhar;
    - Um valor milionário: estabeleça valores até chegar, de degrau em degrau, a casa do milhão;
    - Aumente seu valor: defina quanto, quando e como você quer ganhar

Chave de ouro 05 - Divida para multiplicar

    - Um modelo de sucesso: quanto mais você for capaz de auxiliar os outros a ter sucesso, mais sucesso você terá;
    - Transforme seu sonho individual em um sonho coletivo: pessoas mal sucedidas ficam todo o tempo preocupadas pensando que alguém vai lhes passar a perna;
    - Construa seu time de talento: acredite, treine, motive, delegue, acompanhe, avalie e comemore;
    - Crie um ambiente promissor: a empresa não dispensa ou promove ninguém, quem faz isso é o próprio funcionário;
    - Seja sempre um vendedor: você jamais será um milionário se não for um vendedor.

Chave de ouro 06 - Guarde cada tostão para juntar seu milhão

    - Guardar é mais importante do que ganhar: você pode até ganhar muito dinheiro, mas se não souber administrá-lo vai acabar ficando sem nada;
    - Como multiplicar sua riqueza: faça como as grandes empresas, se prepare para o que está por vir;
    - Poupar na origem: determine qual a sua margem de lucro e a cada vez que receber algum dinheiro, de imediato, reserve esse percentual pré-determinado para a formação de seu patrimônio;
    - Riquezas sem limites: para acumular 1 milhão, primeiro você precisa acumular 100 mil reais. Para acumular 100 mil reais, você precisa primeiro acumular 1.000 reais;

Chave de ouro 07 - Acredite em sua origem divina

    - Um canal de comunicação com o divino: acreditar em nossa origem divina nos sustém e nos inspira;
    - Desenvolva sua dimensão espiritual: reserve para si mesmo um tempo de meditação e reflexão;
    - Uma corrente divina: "Eu plantei, Apolo regou, mas foi Deus quem proveu o crescimento".


 Chegou a hora da mudança. O capítulo 11 começa falando sobre como a rotina nos programa a fazer coisas de modo automático e que por conta dessa mecanização deixamos passar, ou até pior, jogamos fora boas oportunidades. Na sequência fala que o processo de mudança gera um certo caos e que quase sempre é mais extenso do que pressuponhamos. Porém o resultado é compensador. Experimente!

Capítulo 12 - Prospere rumo ao sucesso. Aqui nesse capítulo a lição mais valiosa que absorvi foi que a diferença está no profissional e não na profissão. Escolha você o que escolher fazer e se dedique, seja perseverante e disciplinado que o sucesso virá. Lembre-se que todos nascemos iguais, chorando, e a escolha entre continuar assim ou sorrir é sua. Todos temos capacidades, basta desenvolvê-las.

E chegamos ao fim. Seu sonho já começou.
A vida é curta demais e passa rápido demais para que você gaste todo seu tempo apenas se preparando para ser feliz. O ser feliz é agora e não deve depender de estar ligado a nenhum evento futuro. Não devemos esperar atingir o primeiro milhão ou encontrar "a pessoa certa" ou morar no lugar dos sonhos para ser feliz. Felicidade é só questão de ser, está em você.


Por isso, comece a fazer aquilo que você sempre sonhou  transforme seu sonho em uma causa, pois assim você terá uma razão extra para se entregar a ele. E essa causa deverá envolver seu desenvolvimento pessoal e o crescimento de outras pessoas.

Uma causa é algo maior do que você mesmo. O valor da causa é maior que o valor de um empreendimento, pois uma causa verdadeira continuará por muito tempo, mesmo depois de termos deixado essa existência terrena.

Por isso, comprometa-se com você mesmo a viver seu sonho milionário.

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Título: Desperte o Milionário Que Há Em Você. - Como gerar Prosperidade Mudando Suas Atitudes e Postura Mental.
Autor: Carlos Wizard Martins
Editora: Gente
Ano: 2012
Páginas: 160
Preço: a partir de R$ 11,90

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Como será o amanhã...



Hoje vou falar um pouquinho sobre a aposentadoria. Não vou me aprofundar no texto da reforma da
previdência que foi para votação na Câmara e no Senado; nem tampouco explicar as métricas de
cálculos do sistema vigente ou daquele que está sendo proposto. Talvez em outro momento.

Mas como o assunto estava muito em voga até sermos atropelados pela delação do Joesley Batista, é só dar um Google que aparecerão dezenas de páginas com explicações e comentários de pessoas bem mais capacitadas do que eu para falar sobre o assunto.

E sabem como surgiu o tema desse post? Não, claro que não. Mas eu conto para vocês. Foi de uma maneira muito casual, uma daquelas que a gente chama de insight. Eu estava sentado na frente do computador, padecendo da síndrome da página em branco, pensando em mil coisas e sem conseguir escrever nada e com uma musiquinha martelando incessantemente na minha cabeça. A música é mais ou menos assim:

“Como será amanhã?
Responda quem puder
O que irá me acontecer?
O meu destino será
Como Deus quiser
Como será?...”

Isso mesmo, Simone Bittencourt de Oliveira. Aposto que quando ela canta você lembra logo da época de Natal, não é mesmo? Pois é, comigo não é diferente. Estamos em junho e enquanto escutar a música acima na voz dela, se desenhava em minha mente a família reunida na noite de 24 de dezembro, as crianças ansiosas para abrir os presentes, a avó passando com as comidas para arrumar a mesa… enfim, você deve estar se perguntando o que isso tem a ver com aposentadoria né. Calma, eu explico.

A cena em si não tem nada, mas o trecho da música tem tudo. Afinal, como será o amanhã? O que irá me acontecer quando eu me aposentar? Vou deixar a cargo do destino? Rezar para Deus prover, porque só um milagre para fazer caber no orçamento o aluguel, o plano de saúde e a farmácia? Responda quem puder.


Como será o amanhã eu também não sei. Tudo o que sei é que entra governo e sai governo e o sistema previdenciário sempre é afetado. Talvez você não se lembre, mas FHC, Dilma e até mesmo o Lula já fizeram alterações nesse sistema (veja aqui). Um mexeu no tempo de contribuição, outro focou nos servidores públicos, teve quem alterou a idade mínima… Como pode perceber, alterar as regras do jogo não é exclusividade do governo Temer. A diferença é que talvez a dose do “remédio” seja agora maior e mais amarga.

E tenha certeza de que a próxima pessoa que ocupar a presidência irá também, mais uma vez, alterar as regras para o recebimento do benefício. Se a mudança será positiva ou negativa? Não sabemos, mas pelo histórico acho que podemos imaginar.

Então amigos, venho recomendar que comecem a agir o seu futuro. Não importa muito se você tem 16 ou 66 anos, sempre é tempo de começar a caminhar para uma vida melhor. Separe todo mês um pouquinho do seu salário (ou da sua mesada) e invista para sua aposentadoria. Não precisa ser muito, a partir de 30 reais já é possível fazer um pé-de-meia aplicando no Tesouro Direto.


Existem também outras alternativas, como os já famosos planos de previdência privada PGBL ou VGBL, fundos de investimento, ações de boas empresas com vistas ao médio/longo prazo, CDB, LCI, LCA e etc. Só não vale aportar seu rico dinheirinho na poupança e vê-lo se desvalorizando face a inflação.

Não é justo que depois de tantos anos trabalhando arduamente, quando chegar naquela fase da vida em que almejamos descansar, desfrutar do que foi construído, realizar os desejos adiados, os sonhos que ficaram guardados, paparicar os netos, dar a volta ao mundo, se isolar num sítio no interior do interior para criar galinhas e plantar couve. Independente de qual for o seu objetivo, o que nós não queremos é que você deixe ele de lado para continuar trabalhando por obrigação, porque o dinheiro não paga as contas ou porque as regras para aposentadoria mudaram mais uma vez, esticando a idade mínima e/ou o tempo de contribuição. Mas para “ficar de boas” é preciso começar AGORA seu planejamento e conte conosco se precisar de ajuda.

Grande amplexo e até breve.

P.S.: No próximo texto eu vou tentar falar sobre os juros compostos aqui no espaço “bolso são” e vocês vão ver a maravilha que ele pode fazer em nossas finanças e como ele torna mais fácil nossa caminhada para um futuro mais tranquilo, sem depender do INSS.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

O Tempo Não Foi, Não É e Nunca Será o Seu Aliado em Nada!

Bom dia amigos da blogosfera. Sejam bem vindos.
Estava meio ocupado nesses dias, tentando arranjar mais tempo para realizar todas as minhas tarefas e claro que não obtive sucesso! Então veio a ideia de falar sobre ele, isso mesmo: Vou escrever sobre o TEMPO!
Tanto se fala dele; diz-se que ajuda na Acumulação de Capital com o tal dos Juros Compostos dentre outras coisas. Entretanto, lembrei-me de um texto do Soulsurfe, do blog Pensamentos Financeiros, e decidi transcrevê-lo aqui. Afinal, isso também me auxilia a criar mais tempo. (kkk). Sei que vocês gostarão da leitura, é um ótimo texto de um excelente blog. 
Boa leitura


 O TEMPO NÃO FOI, NÃO É E NUNCA SERÁ O SEU ALIADO EM NADA

Olá, colegas. Tempo. O que é o tempo? “Como assim, Soul?”. Saibam que algo intrinsecamente natural para nós seres humanos como o tempo, não é algo tão claro para a ciência. O que é o tempo, se ele possui uma direção, por qual motivo ele existe, são questões que cientistas sérios, e filósofos também, tentam refletir.

Estas reflexões são espetaculares, no meu entendimento. Uns, quiçá uma grande maioria, talvez pensem que é uma grande perda de tempo (sem ironias). Preciso pagar o IPTU do ano, em qual fundo imobiliário investir, estou interessado na colega do trabalho, ou qualquer outro pensamento que percorre a cabeça de centenas de milhões de pessoas em suas rotinas. O que saber o que é o tempo, ou se ele possui uma direção, será útil na minha vida? Aliás, poderia haver algo mais inútil do que isso? Muitos podem pensar.

É uma crítica justa e razoável. Para mim, entretanto, a capacidade de se refletir sobre o que é o tempo, e ir além disso questionar se a nossa noção de tempo é correta ou faz sentido, é que torna a nossa espécie Homo Sapiens tão fabulosa. O que nos torna únicos e preciosos. Dentre vários motivos da minha admiração por Einstein, um deles, talvez o maior, é como ele pôde desafiar noções tão triviais da realidade como Tempo e Espaço

Como alguém usando simplesmente o raciocínio, o intelecto, pôde refletir sobre o tempo e o espaço de uma forma complemente não natural para nosso cérebro que evoluiu em nossos ancestrais há milhões de anos, e em nossa espécie nos últimos 200 mil anos? É espetacular. Mais incrível do que isso para mim apenas o amor e a compaixão.

Porém, esse texto não irá discorrer sobre o Tempo de uma forma tão mais profunda. Não, será sobre a nossa noção natural e arraigada de que o tempo existe, e ele sempre vai para frente. 

Lendo um artigo hoje de manhã, reparei com uma frase e ideia de que “o tempo seria o seu aliado”. Colegas, o tempo nunca foi, não é e nunca será o seu aliado. Pensemos em termos financeiros. 

O capital é algo que se pode acumular. Quando alguém recebe um salário, pode fazer, depois de satisfeitas as necessidades básicas humanas, decidir se esta renda se tornará mais consumo ou capital. Logo, se a pessoa decidir poupar, que nada mais é do que destinar uma parcela da sua renda para a formação de capital, ao longo do tempo é de se esperar que a mesma acumule capital. Quanto maior for o tempo, muito maior será o capital

Quem já não leu alguma passagem de algum texto dizendo “Se um dólar fosse aplicado em 1735 com uma taxa de juros de 7%, hoje seria possível comprar toda NY com o dinheiro acumulado”.

Não se esqueçam de que “os juros sobre juros” nada mais são do que a renda sendo poupada para acúmulo de mais capital. Se um investidor recebe um dividendo de R$ 1.000,00, cabe a ele a decisão , dessa renda que é de um capital anteriormente acumulado, de consumir ou poupar para aumentar ainda mais o capital. Os juros sobre juros, em finanças, nada mais são do que uma decisão de poupança sobre consumo. 

A passagem de tempo na acumulação de patrimônio é algo lógico. Quanto mais tempo se tiver disponível, mais patrimônio poder-se-á acumular pelo destino de uma parte da renda, seja do trabalho ou proveniente de capital previamente acumulado, para poupança.

E o tempo? Abaixo um vídeo do ex-presidente do Uruguai. É curto,um pouco mais de um minuto. Recomendo fortemente que se assista para que o resto do texto se torne mais compreensível. Por fim, há muitas ideias neste um minuto e meio de vídeo (e não precisa se concordar com nenhuma delas), mas concentrem-se apenas nos últimos 20-25 segundos.


Seja qual espectro ideológico sobre política ou economia que mais lhe agrade, seja qual tipo de misticismo você se identifique mais, seja qual for a sua orientação sexual. A Verdade é que tempo não se economiza,  o tempo só pode ser gasto. Não podemos acumular tempo, assim como fazermos com o patrimônio, só podemos consumir o tempo. Não há meio termo. Em matéria de tempo, todos os seres humanos, e seres vivos como um todo, são consumidores, nunca poupadores.

Esta é uma verdade fácil de ser apreendida, difícil de ser completamente entendida. Mais difícil ainda é levar uma vida de acordo com este ensinamento. O que se mais vê, e basta abrir os olhos e observar a realidade que nos cerca, para vermos pessoas achando que o tempo não é gasto, e que além de tudo ele não é infinito.

O nosso tempo de vida nessa terra, amigos, é deveras finito. Talvez nossos descendentes daqui 200 anos possam viver milênios. Quem sabe o que pode acontecer com o conhecimento humano até lá. Assim, a ligação dessas futuras gerações de humanos (e eu tenho dúvidas se poderemos dizer que são humanos como nós) com o tempo podem vir a ser radicalmente diferente. Porém, para nós seres humanos no ano de 2017, o nosso tempo é finito.

Quando se tem algo que é imprescindível, que não é renovável (ou seja só se pode consumir) e finito, faz sentido que a utilização desse insumo seja feito da melhor maneira possível, não é mesmo? 

Se sofri um acidente aéreo, e me encontro no meio do deserto do Gobi na Mongólia sozinho com apenas um litro de água, faria sentido usar o líquido para escovar o meu dente? Pensemos. A Água é vital para a nossa sobrevivência, ela na situação é extremamente finita  (apenas um litro) e eu não sei quantos dias terei pela frente no deserto, faria sentido desperdiçá-la? Não faria qualquer sentido.

Se assim o é, por qual motivo tantas pessoas desperdiçam o seu finito tempo nessa terra? Por qual motivo gastamos algo tão precioso e finito para metaforicamente “escovar os dentes no meio do deserto?”. Evidentemente, essa é uma questão que cada um deve responder para si mesmo. 

Logo, o Tempo não é o seu aliado, nunca será. O tempo é algo que apenas diminui, que a cada dia consumimos. A cada dia vivido, diminui o nosso tempo aqui na terra. Não o contrário. A cada Real (ou dólares, ou euros) poupado, aumenta-se o patrimônio. Com o tempo isso não acontece.

Portanto, não se auto-enganem, queridos leitores, achando que o tempo é seu aliado na acumulação de riqueza, pois ele não o é. A acumulação de riqueza nada mais é do que uma troca por tempo. Você pode até considerá-lo aliado, mas ele cobrará o seu preço por essa "aliança", e em alguns casos o preço será extremamente alto.

Como algumas pessoas gostam de tirar conclusões precipitadas, ou gostam apenas de reafirmar suas ideias prévias, essa simples constatação em nada quer dizer que há algo de errado em acumular patrimônio. Não há qualquer juízo de valor, mas apenas um juízo de fato.

Além do mais, muitos empreendimentos humanos necessitam tempo, ou seja, necessitam que gastemos o nosso precioso e finito recurso em alguma coisa. Quer ser um médico? Você terá que gastar o seu tempo para estudar bastante. Quer conhecer a Mongólia? Você terá que gastar o seu tempo com isso. Quer acumular uma determinada quantidade de patrimônio, você terá que gastar o seu tempo com isso.

Percebe-se que não é uma questão de se desesperar com o conceito de que a cada segundo que respiramos, é um segundo a menos de vida, e de alguma forma isso nos paralisar. Não, prezados leitores. Isso serve para que possamos tentar, de forma consciente, tomar as rédeas das nossas vidas. 

O que pretendo dizer com isso? Para mim nada mais é do que saber de forma consciente com quais empreendimentos, dentre uma gama quase infinita, gostaríamos de gastar o nosso tempo. E destes empreendimentos quais deles podem nos trazer uma maior satisfação.

Essa reflexão é vital. No que toca aos investimentos, ela é de extrema importância. Como é muito fácil hoje em dia simular retornos para muitos anos no futuro, muitos talvez possam não se dar conta de que aquele gráfico quase que exponencial para o futuro, deveria ser contrabalançado com outro em declínio, que é o seu tempo de vida nessa terra. É uma troca. Talvez alguém queira atingir 100 milhões, ou 1  bilhão de dólares, quem sabe. Não há nada de mal na escolha em si, desde que ela seja tomada de forma consciente, e desde que esse acúmulo de alguma maneira guarde uma coerência com os anseios, mais uma vez repito conscientes, dessa pessoa do que seja uma boa vida, ou seja satisfeita e plena.

  Uma outra coisa interessante sobre o Tempo de vida Humano, é que ele, ao contrário do capital, possui qualidades diversas. Isso é uma constatação meramente biológica. O meu pai de quase 80 anos, nunca voltará a ter a vitalidade de quando ele tinha oito anos. Aliás, ele possui um quadro pendurado no apartamento onde vive, retratando uma cena da infância dele num município do interior de Pernambuco. O quadro é ele jogando bola de gude com outras crianças. Não adianta, aquele tempo nunca mais voltará. Simplesmente passou. A saúde dele nunca será mais como a criança que ele foi há 70 anos.

Portanto, a nossa vitalidade diminui. A nossa saúde piora. Logo, a quantidade do tempo que gastamos na terra em certa medida é diferente na qualidade. Não é a mesma coisa que um dólar, por exemplo. Um dólar é um dólar, não há nada de qualitativo melhor ou pior entre dólares. 

Os meus últimos dois parágrafos não significam que a nossa vida como um todo piora com a diminuição do nosso tempo na terra. Claro que não. O que se tem de vitalidade na juventude, ganha-se em maturidade em fases mais avançadas. Podemos ser felizes como crianças, jovens , adultos e idosos. Podemos ser infelizes enquanto jovens, mas felizes enquanto idosos. Podemos ser felizes enquanto jovens e insatisfeitos quando idosos. Porém, a nossa vitalidade física e biológica vai diminuindo cada vez mais, e a partir de certo ponto a queda é expressiva. 

Portanto, além de termos um recurso finito que devemos escolher bem com o que gastar, este recurso tende a ser qualitativamente diferente com o passar do tempo, o que faz com que nossas escolhas no presente sejam ainda mais importantes e a nossa reflexão sobre como gastar o nosso tempo ainda mais fundamental.

Portanto, colegas, tempo não se poupa. Tempo se gasta. Vida não se multiplica, ela se esvai. O Tempo nunca será o seu aliado. Somos humanos, fazemos planos, temos ambições, sonhos e projetos. Tudo isso demandará nosso tempo. Nosso recurso finito e precioso. Cabe a cada um tomar decisões conscientes como deseja gastar esse insumo.

Quando pensar em Tempo, não pense nele como um aliado. Pense no tempo como se ele fosse água e estivesse no meio de um deserto. Você não vai querer desperdiçá-lo à toa, não é mesmo? Não faça o mesmo com o seu tempo de vida.”  


Já que falei de Mongólia e Tempo, nada melhor do que um exemplo. No meu lado esquerdo a poucos metros estava a Rússia. No meu lado direito (montanha nevada) estava a China. Nas minhas costas o Cazaquistão. Estava no ponto mais Oeste da Mongólia. Uma região absurdamente linda, remota e desolada. Gastamos 12 horas, muito esforço físico, para chegarmos no topo da montanha (estávamos descansando, preparando para o assalto final) a mais de 4 mil metros, com um percurso muito difícil mesmo. Esse foi um tempo muito bem gasto.
  
  Grande abraço!


Conte-nos o que acharam do texto?
Só para relembrar foi tirado do Blog, Pensamentos Financeiros, para visualizar basta clicar na foto acima.
Até a próxima.