terça-feira, 18 de setembro de 2018

É preciso saber aproveitar o momento oportuno


 Bom dia amigos da blogosfera. Sejam todos bem-vindos. Como estão a saúde financeira e a mental? Espero que esteja a todo vapor.
Esse mês o Blog Mente Sã Bolso São faz 2 anos de vida! Parabéns para nós e especialmente para vocês que nos acompanham. Não tivemos a oportunidade de comemorar com vocês essa data ... então veio à mente o assunto: Oportunidade! E como o segundo texto do mês é tema livre ... vamos lá! 
Porque tantos reclamam que não tem oportunidades enquanto outros parecem que andam em sua companhia?
Kairós, o deus das oportunidades
Kairós, o deus da oportunidade, era filho de Zeus - o deus dos deuses e de Tykhé, a divindade da fortuna e prosperidade. Descrito como um belo jovem caracterizado por possuir cachos de cabelo apenas sobre a testa, sendo calvo na parte de trás da cabeça (em uma alusão às oportunidades que só podem ser devidamente capturadas quando vêm ao nosso encontro, nunca depois que já passaram), asas nas costas e nas pernas (pois o momento favorável é sempre rápido e fugaz) e uma navalha na mão.
Não basta tentar “caçar” a oportunidade, é também preciso fazê-lo com virtude e habilidade ou a tentativa pode facilmente ferir e ser até fatal – quando a oportunidade vira tragédia.
Era um atleta e tinha uma agilidade incomparável. Resplandecente e com a flor da juventude. Se assemelhava a Dioniso; tinha as bochechas vermelhas e a pele delicada.
Sempre sem roupas, ele corria rapidamente e só era possível alcançá-lo agarrando-o pelo topete, ou seja, encarando-o. Depois que ele passava, era impossível perseguí-lo, pegá-lo ou trazê-lo de volta. Na entrada do estádio em Olímpia havia dois altares: um era consagrado a Hermes, que simbolizava os jogos e o outro era consagrado a Kairós, que simbolizava a oportunidade.
Não basta tentar “caçar” a oportunidade, é também preciso fazê-lo com virtude e habilidade ou a tentativa pode facilmente ferir e ser até fatal – quando a oportunidade vira tragédia.
Entre os romanos era chamado de Tempus, o breve momento em que as coisas são possíveis. Kairós tinha o poder do movimento rápido que podia passar despercebido aos olhos desatentos, tornando impossível recuperar a visão de sua passagem. Dada à sua natureza difícil, raramente proporcionava uma segunda chance. Na filosofia grega e romana é a experiência do momento certo e oportuno. Kairós era o tempo em potencial enquanto kronos era a duração de um movimento e uma criação.
Kronos, era descrito como o velho, o Senhor do tempo, das estações, da pressão das horas ordenadas pelo relógio e pelos dias, meses e anos determinados pelo calendário. Cruel e tirano, Kronos controlava o tempo desde o nascimento até a morte, aquele tempo comum, real, visível e rotineiro. O Tempo kronos era o ditador da quantidade de coisas realizadas durante o dia, o tempo burocrático, o tempo humano, o tempo que nunca é suficiente, o tempo que escraviza, preocupa e estressa. Kronos deu origem ao cronômetro e aos medidores do tempo, o tempo dos homens.
Kairós era descrito como um jovem que não se importava com o relógio, o calendário e o tempo cronológico. Kairós era o tempo que não podia ser cronometrado, o tempo que não pertencia a Kronos porque não era previsível, apenas acontecia, por isso chamado de momento ou oportunidade. É o tempo divino que o vento traz, a vida conspira, decide acontecer sem tempo, sem hora marcada, se manifesta instante a instante e permanece eterno. Kairós marca os momentos que se tornam eternos, ainda que tenham sido breves. Os gregos acreditavam que com Kairós poderiam enfrentar o cruel tirano Kronos.
Os gregos antigos tinham duas palavras para o tempo: Khronos e Kairós. Enquanto Khronos faz referência ao tempo cronológico, sequencial, o tempo que se mede, Kairós é o momento indeterminado no tempo, em que algo especial acontece, a experiência do momento oportuno.
Vivemos no contexto de Kronos, do tempo linear, o tempo que corre sempre para frente. Observamos a nossa idade avançar, o desenrolar de acontecimentos, mudanças, declínios e ascensões. Este é o tempo de Kronos, sempre implacável: algumas vezes cruel, outras vezes benigno, que dita o nosso tempo de vida. Estamos tão condicionados à necessidade de cumprir as expectativas do tempo imposto pelo relógio, que não nos permitimos ser naturais: tornamo-nos mecanizados pela força do tempo que exige de nós cada vez mais tempo.
Kronos nos torna menos humanos e nos torna mais máquinas, porque está sempre ao nosso encalço exigindo pontualidade, estabelecendo ritmos e metas. Máquinas enferrujam enquanto as pessoas envelhecem. Desde pequenos somos condicionados a Kronos para sermos aceitos, Kronos é severo e amedrontador que receamos ser devorados por ele. Pagamos um alto preço para cumprir as normas do tempo, deixamos de ser quem somos, repetimos trabalhos dia após dia até que aposentando, somos arremessados à depressão do nada fazer.
Em nossa vida estamos sempre lutando contra o tempo tentando distribui-lo entre as nossas diversas atividades diárias. A sensação de estar perdendo tempo com alguma coisa, seja no trabalho ou em um relacionamento, mostra a nossa preocupação com o tempo que escorre e nos deixa insatisfeitos. É o tempo que utilizamos para atender as expectativas externas e mesmo que queiramos otimizar o tempo, não garante a nossa felicidade. Porque para nos sentirmos felizes, é preciso mais do que usar o tempo com eficiência.
Kairós está relacionado à qualidade do tempo vivido, um tempo divino, presente nos momentos especiais e inesquecíveis, que não se perdem no tempo do calendário. Ele flui, vai e retorna marcando os momentos emocionantes. Refere-se a um instante, ocasião ou momento, que deixa uma impressão forte e única por toda a vida. Por isso, Kairós refere-se a uma experiência atemporal na qual percebemos o momento oportuno em relação à determinada ação.
Quantos momentos Kairós deixamos de viver, por estarmos preocupados com o tempo Kronos: o primeiro sorriso de um filho, uma mão estendida no momento oportuno, o abraço confortante no momento de tristeza, um carinho que arranca a tristeza do coração em um momento de infelicidade. São muitos momentos Kairós, que apesar de breves, fazem a diferença. Quantos momentos Kairós são lembrados depois que alguém se foi e, independentemente do tempo Kronos que tenhamos vivido com essa pessoa, são os momentos Kairós que deixam as lembranças inesquecíveis.
São as recordações dos momentos Kairós que nos fazem sentir saudade. Quando estamos vivendo os momentos Kairós queremos que Kronos permaneça imóvel, porque queremos que o tempo pare para eternizar o momento. O momento passado é único mas pode ser revivido quando se fecha os olhos para senti-lo novamente. E por permitir sentir novamente, ele também se relaciona ao ressentimento, que é a face negativa de Kairós.
Trazendo o mito de Kairós para o nosso passado, certamente iremos constatar que muitas vezes o tempo das oportunidades se fez presente e o deixamos escapar. Bons negócios, possibilidades de estudos e relacionamentos, chances de perdão e reconciliação, são algumas das aberturas que ocorreram, que poderiam ter atenuado a implacabilidade de Khronos. Este sempre segue o seu curso, não obstante nossas perdas ou ganhos.
Quando vivemos no tempo Kairós aumentam as oportunidades em nossa vida. Basta repensar como surgiram nossas melhores oportunidades: de certa forma, estávamos desprogramados das exigências do tempo cronológico. Para os gregos Kronos representava o tempo que faltava para a morte, um tempo que se consome a si mesmo. Por isso, seu oposto é Kairós: momentos afortunados que transcendem as limitações impostas pelo medo da morte.
Sempre que agimos sob o tempo kairós, as coisas costumam dar certo porque sabemos a hora certa de estar no lugar certo. Por exemplo, quando estamos quase desistindo de algo e resolvemos dar um tempo para a pressão, do nada surgem as pessoas certas que nos ajudam com soluções reais e práticas. Agir no tempo regido por Kairós é similar a um ato mágico. Kairos é o tempo oportuno, livre do peso de cargas passadas e sem ansiedade de anteceder o futuro. Ele se manifesta no presente, instante após instante.

Oportunidade... Eis a palavra que mais ouço as pessoas insatisfeitas pronunciarem.
·                   "Ainda não tive a oportunidade",
·                   "Se Deus quiser, esta oportunidade vai chegar",
·                   "Faltam oportunidades de crescimento...".
A oportunidade (ou a ausência dela) é a desculpa mais comum para as pessoas ficarem onde estão. A oportunidade é vista por essas pessoas como algo externo, e quando dizem isso, os criadores de desculpas, no fundo estão se consolando: "Tudo o que eu poderia fazer eu já fiz, agora dependo da sorte...". O que a maioria das pessoas não percebe é que a oportunidade é uma circunstância criada por cada um de nós. São nossas ações frente a um problema, uma dificuldade ou limitação que transformarão este descontentamento em oportunidades.
Criar oportunidades está relacionado com buscar a excelência profissional e pessoal, sair da média, reconhecer falhar e praticar iniciativa. Quando colocamos em prática estas ações, as oportunidades aparecerão indubitavelmente.
Em uma conversa de bar, um amigo disse:
"Não sei mais o que fazer, busco uma oportunidade de promoção em minha área há mais de um ano. A empresa não valoriza o colaborador, e quando há possibilidade de promoção abre-se seleção interna e externa, e em quase 90% dos casos, alguém de fora é contratado."
Compreendo perfeitamente a decepção. Mas é importante que você saiba que mais do que buscar uma oportunidade na sua empresa, para alcançar este crescimento, a empresa precisa ver uma oportunidade em VOCÊ. Se nas seleções, pessoas de fora são contratadas e você realmente é capacitada para a promoção, só pode ser por um destes dois motivos:
1.          Você não está mostrando verdadeiramente toda sua capacidade, conhecimento, força de vontade, iniciativa e disposição. Está perdendo a oportunidade de mostrar o que sabe.
2.          A empresa não tem política de promoção baseada na meritocracia ou não consegue, apesar de todo o seu esforço, reconhecer todo o talento e todas as vantagens em ter você nesta nova posição. Neste caso, quem está perdendo a oportunidade é a empresa, afinal em algum momento, alguém vai perceber sua competência. E esse alguém pode até ser o concorrente.
O fato, é que em ambos os casos, há perdas. Por isso, não podemos deixar de reconhecer a oportunidade que temos todos os dias de ser o melhor naquilo de fazemos, e sempre que possível, mostrar que fazemos bem feito. Assim seremos vistos como verdadeiras oportunidades pelas pessoas que nos cercam.
Diante dos obstáculos, sempre temos a oportunidade de fazer o melhor e seguir em frente. O erro é uma oportunidade para encontrarmos o caminho do acerto, e o fracasso uma oportunidade de buscarmos um caminho com mais segurança.
Tenha sempre em mente que: Hoje é o melhor dia da sua vida para ser o melhor profissional, o melhor pai, a melhor mãe, o melhor amigo. Mas como temos esta oportunidade todos os dias, deixamos o melhor para amanhã. Um amanhã que nunca chega, pois, a oportunidade se situa somente no momento presente."
A propósito, Kairós é representado por uma figura que tem uma trança na testa e é careca na nuca, para nos lembrar:
"Só podemos agarrar a oportunidade quando ela está vindo, pois depois que passou não temos mais onde segurá-la".
Esse tempo mágico ou oportuno é um convite para nos despojarmos da razão exagerada, cronológica e voltarmos a brincar com o tempo e vivê-lo com leveza e intensidade. O espírito infantil é livre para aprender, criar e pode resgatar a busca da compreensão da totalidade humana. O arquétipo da eterna criança deve encontrar acolhida em nossos corações para que possamos prosseguir na travessia de nossas vidas, aprendendo sempre ou pelo menos tentando, como um eterno aprendiz. (lembrei até de uma música do Gonzaguinha – O que é, o que é?)
Quer uma oportunidade para colocar tudo isso em prática? Vamos lá, este é o momento - agarre-o agora, porque depois... Só a nuca careca...
A única pessoa que pode impedir seu crescimento é você mesmo!
Não se esqueça: Foco, Força e Fé.
Até a próxima

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Ausência de Relação

Salve galera, sejam bem vindos de volta! 

Esse mês eu pretendia dar continuidade ao meu último texto por aqui e falar das 'dívidas ruins', entretanto acabei decidindo  pegar uma carona na efeméride e redigi um texto que guarda total ausência de relação com a publicação passada. Escrevi sobre independência.

Fui até o dicionário para buscar o significado e encontrei 3 que cabem perfeitamente à curta mensagem que quero passar hoje, quais sejam:

independência
substantivo feminino
1.
estado, condição, caráter do que ou de quem goza de autonomia, de liberdade com relação a alguém ou algo.
"i. individual"
3.
caráter daquilo ou de quem não adota ideias preestabelecidas, não segue as regras e os usos correntes.
"a i. da arte e do artista"
6.
boa condição material; bem-estar, fortuna, prosperidade.
"trabalhou muito para conseguir a sua i."

E trazendo para as finanças não é diferente. Aqui no Mente Sã, Bolso São o nosso objetivo final é levar você até a independência financeira; um estado em que não tenha mais que depender de ter um emprego para conseguir bancar suas necessidades básicas.

Não será fácil trilhar esse caminho para alcançar o bem-estar, pois, assim como sugere o dicionário, será necessário trabalhar muito para conseguir sua independência financeira.

E algumas (ou muitas) vezes o que vamos postar aqui vai lhe fazer sentir-se como indo contra a corrente. Mas faz parte; nessa jornada nós não temos de seguir as regras de consumo e nem as ideias preestabelecidas de que para ser é preciso ter.


Como eu disse, essa é apenas uma mensagem rápida. Não quero que você gaste seu feriado aqui lendo um texto gigante.

No próximo post começo a explicar de modo mais completo o conceito de Independência Financeira e também pago a minha dívida de falar sobre dívidas ruins.

Um grande amplexo e aproveitem o feriadão.


Ah! O que significa, para você, ser financeiramente independente? Conta pra gente aqui nos comentários 😉




segunda-feira, 16 de julho de 2018

Antes do Mickey

Salve galera!  Sejam muito bem-vindos de volta.

A dica de hoje é o filme 'Walt antes do Mickey', que está disponível na Netflix.


O longa conta a história do criador do Mickey desde sua infância até o momento em que as coisas começarem a dar certo. Não quero contar muito sobre o roteiro que é para não dar "spoiler", mas é uma bela história sobre ter um sonho e acreditar nele.

Agora, aviso de antemão para que não fique esperando assistir uma mega produção hollywoodiana, pois assim você irá se decepcionar. O filme, produzido por Arthur Bernstein e Armando Gutierrez, tem um ar mais simplista e com uma suavidade que me cativou bastante, dando uma humanidade muito grande às personagens e trazendo um ar de 'vida real'.




Muitas vezes olhamos para um quadro e nem imaginamos todo o trabalho para pintá-lo e com a Disney não é diferente. "Pintar" o império Disney não foi nada fácil, mas Walt acreditou no seu talento e foi atrás de seu sonho e por isso mesmo serve tão bem de inspiração para nós.

Na caminhada para o sucesso é preciso ter em mente que passaremos por momentos de altos e baixos, teremos vontade de desistir, algumas vezes teremos de fazer escolhas difíceis e abrir mão de algumas coisas e, principalmente, reconhecer nossas limitações e ter humildade para pedir ajuda.

Por isso, não desista de seus sonhos logo na primeira dificuldade. Insista e persista e siga em frente, pois, quem sabe, seu sonho pode te levar a ser um Disney.

Espero que assistam ao filme e voltem aqui para me contar se sentiram inspirados.

Um amplexo e até a próxima!

domingo, 1 de julho de 2018

A Dívida Boa


Salve galera!!! Sejam muito bem-vindos de volta!

Estamos no meio da Copa do Mundo e acho que não seria surpresa se eu dedicasse esse artigo para falar somente sobre futebol. O que até poderia acontecer, no Espaço Mente Sã, não fosse a minha total falta de habilidade em escrever sobre o tema. Mas estou aqui hoje para falar sobre dívidas.



Quando ouvimos a palavra dívida, logo entramos em desespero e pensamos naquelas contas atrasadas em que incidem juros, que só fazem o montante crescer. E geralmente é isso mesmo.

Sempre falamos aqui da importância de manter as contas em dia e evitar ao máximo as dívidas pois elas podem destruir todo o seu patrimônio, mas você sabia que tomar dívida pode ser também algo positivo?

Sim meus amigos, em alguns casos específicos se endividar pode ser uma solução para seu problema.

  • Então… você está dizendo que vale a pena se endividar? É sério isso?
Pode ser que sim, mas geralmente não.

Por mais que seja contrário ao senso comum, tomar dívida pode sim ser bom, e até necessário, para ajudar no nosso crescimento ao longo da vida, pois existem muitas coisas as quais dificilmente teríamos acesso se não fosse através de dívida boa.

Além disso, quando utilizado corretamente, o crédito ajuda a melhorar o 'score' junto as instituições financeiras, possibilitando conseguir melhores taxas em uma negociação e/ou melhorar sua relação com os bancos, e assim ter acesso a mais e melhores produtos por eles oferecidos.

  • Você sabe o que é uma dívida boa?
Uma dívida boa é aquela que vai te agregar valor e possibilitar aumentar de renda no médio ou longo prazo. Um bom exemplo de dívida boa é o financiamento estudantil. Através da educação você obtém qualificação para conseguir uma promoção no trabalho ou até mesmo um novo emprego que irá te pagar mais. Ou ainda desenvolver habilidades para iniciar ou melhorar o seu negócio próprio.

Para identificar se uma dívida é boa ou não, algumas perguntas podem ser feitas a si mesmo, como:

- A dívida irá se pagar no futuro?
- As taxas de juros são muito altas?
- As parcelas cabem no meu orçamento?
- Essa dívida vai me fazer crescer?
- Realmente preciso assumir essa dívida agora?

Se a resposta para todas essas perguntas for SIM, então é muito provável que a dívida seja benéfica.




  





Outras ocasiões em que pode ser interessante contrair uma dívida são:

- Para se livrar de dívidas ruins:

Algumas vezes erramos a mão e acabamos por assumir dívidas com uma taxa de juros elevada e parcelas que comem boa parte do nosso salário. Nesses casos vale a pena negociar uma condição melhor com o credor ou até mesmo tomar um empréstimo com um novo credor para quitar todas as dívidas em aberto.

Mas fique bem atento para que essa nova dívida tenha taxas menores que a anterior e que as novas prestações caibam no seu bolso sem maiores problemas. Afinal o objetivo aqui é tirar a corda do pescoço e não somente trocar o nó.

Obs.: Em termos práticos, vale a pena tomar um consignado para pagar uma financeira ou até mesmo emprestar de uma financeira para quitar o cartão de crédito e cheque especial.

- Para crescer seu patrimônio

Embora alguns especialistas discordem, eu defendo que vale a pena contrair uma dívida para a compra de um imóvel próprio. Na ponta do lápis e rabiscado no papel é indubitavelmente mais vantajoso poupar para comprar a vista.

Entretanto, além do fator cultural – o sonho da casa própria – não é todo mundo que tem a disciplina necessária para todos os meses depositar uma quantia X em determinada aplicação financeira.

Conta como ponto positivo para o financiamento habitacional as baixas taxas de juros incidentes e também a possibilidade de usar o FGTS como entrada ou posteriormente para abater o saldo devedor. Outra possibilidade é juntar uma grana para antecipar uma quantidade X de parcelas de uma só vez (5 ou 10 ou mais) e assim diminuir o prazo do financiamento.

A compra de um veículo financiado também pode ser uma dívida boa, desde que esse veículo seja utilizado para lhe gerar uma renda superior aos gastos mensais com ele (e aqui você deve considerar as prestações, o seguro, o combustível, a manutenção, a depreciação e a conservação).



Pudemos então aprender que através de um bom planejamento e sempre levando em conta os benefícios e os custos – atenção: os benefícios devem sempre ser maiores que os custos – fazer uso do crédito é uma opção para alavancar nosso crescimento. Mas lembre-se sempre que dívidas são aceitáveis somente para o seu crescimento. Fora isso toda e qualquer situação de endividamento deve ser evitada.

Espero que tenham gostado do texto. No próximo venho falar das dívidas ruim e como podemos resistir a tentação de nos entregarmos a elas.


Um grande amplexo!

terça-feira, 15 de maio de 2018

"É inacreditável o quanto você não sabe do jogo que tem jogado a vida toda"



Bom dia amigos da blogosfera. Sejam todos bem-vindos. Como estão a saúde financeira e a mental? Espero que esteja a todo vapor.
É um clichê dizer que a vida imita a arte e isso se prova quando encontramos filmes inspiradores como esse "O homem que mudou o jogo" (MoneyBall).
O filme é baseado na história real de Billy Beane, contada no livro de Michael Lewis. Nele, o autor relata como Beane conseguiu levar o modesto time do Oakland Athletics a elite do beisebol americano.
Apesar de ser um filme que retrata um esporte pouco conhecido e apreciado pelo público brasileiro ele poderia ser muito bem aplicado no futebol, basquete, vôlei ou qualquer esporte coletivo onde necessitamos que as pessoas colaborem em prol de objetivo comum.
E mais, as reflexões e discussões geradas por ele são universais!
A temática básica do filme é como resolver um problema de forma inovadora. No filme, essa temática se passa no ambiente do baseball, mas a ideia central pode ser aplicada em qualquer situação no qual nos deparamos com um problema que parecesse sem solução.
A história narra o orçamento medíocre que Billy Beane tem em mãos para competir com equipes milionárias da Major League e como ele consegue reverter essa situação levando o time aos playoffs.

1 – Faça a pergunta certa!
As lições colocadas no filme vão muito além da emoção da telona, da pipoca e da companhia no cinema. Para encararmos o problema de frente, precisamos antes fazer as perguntas certas. Qual o real problema? O que precisamos para competir ou para conquistar ou minimizar defeitos de uma equipe?
Essa foi a primeira lição do filme:
Não tomar decisões sem antes temos as perguntas corretas.

2 – Liderança!
Com orçamento apertado e sem apoio o suficiente para brigar com os milhões de dólares das principais equipes, Beane (com a ajuda do seu assessor) define uma nova filosofia para montar equipes. Jogadores desacreditados (e com baixo valor de mercado) têm estatísticas que mostram que são atletas competentes em determinados fundamentos.
Ele extrai de cada um, aquilo que um líder deve fazer.
·                    Objetivo claro!
·                    Correção de erros e
·                    Maximização das potencialidades de cada um dentro do jogo.

3 – Quebra de paradigmas!
Ao observar seus melhores jogadores serem vendidos para os seus rivais, Beane não consegue achar substitutos que mantenham a qualidade do time. Os jogadores completos são muito caros, portanto, indisponíveis para seu time que não tem muitos recursos financeiros. Ele conhece e contrata o analista Peter Brand que tem uma ideia inovadora: utilizar estatísticas e contratar jogadores que são excepcionais em alguma característica, mas, no geral, são jogadores comuns. Ao se colocar os jogadores certos nas posições certas, as deficiências individuais seriam suprimidas pela força do conjunto.
Este novo modelo é totalmente contra o modelo vigente no qual as contratações eram realizadas por olheiros que indicavam um jogador pelo olhar técnico adquirido por anos de experiência e por intuição. Ele encontra uma solução nova para um problema crônico e recorrente. Ao tentar essa nova abordagem ele está justamente “pensando fora da caixa”.
Como muitas ideias inovadoras, elas podem se chocar com o modelo tradicional. E muitos conservadores podem considerá-las ser pura insanidade. No filme, Beane sofre este preconceito e por acreditar e insistir nessa ideia, quase é demitido. Apesar das dificuldades, ele insiste no modelo, analisa o que está errado e corrige, até finalmente conseguir os resultados previstos.
Fazer as perguntas certas e ter o espirito de liderança, não significa muita coisa senão enfrentarmos todos aqueles que contestam e desacreditam em seu projeto. Foi isso que o Billy faz ao apostar na estratégia nunca antes utilizada em um mundo onde o "feeling" sempre foi a aposta mais alta.

Porque devo assistir ao filme?
"O homem que mudou o jogo" (Moneyball) foge de boa parte dos clichês dos filmes que falam sobre esporte. A começar pela escolha do personagem principal. O filme não conta a história de superação do astro do time. Mostra sim a saga do dirigente Billy Beane, interpretado por Brad Pitt.
Enxergo nos exemplos muito mais do que um time de futebol, vejo exemplos para vida. Faz pensar que mais do que vencer, temos que pensar em mudar o jogo!
A primeira frase dita por Michey Mantle na abertura do filme (é inacreditável o quanto você não sabe sobre o jogo que jogou a sua vida toda!) é um convite a reflexão.
Fez lembrar a teoria sobre os jogos que vivemos na vida, quando o foco é vencer todos aqueles internos que nos deparamos. Os jogos externos são aqueles que estão para serem vistos por todos, mas os internos são jogados apenas por nós mesmos. Nem todos que vencem os jogos internos se tornam vitoriosos na vida, mas todos os grandes vitoriosos são, anteriormente, vencedores desses jogos internos.
Um filme que vale a pena ser visto, mesmo para quem não entende nada de baseball. Assista, inspire-se e faça valer a pena.
Não se esqueça: Foco, força e Fé.

Até a próxima.

quarta-feira, 2 de maio de 2018

“O único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário”


Bom dia amigos da blogosfera. Sejam todos bem-vindos. Como estão a saúde financeira e a mental? Espero que esteja a todo vapor.
Meu amigo, Fernando Fernandes, resolveu ir em busca de sua felicidade, melhorando suas finanças, e decidiu ter uma segunda fonte de receitas: Vai vender roupas!
Será que ele está preparado para o mundo empreendedor?
Acho ótima a iniciativa, porém preocupa a falta de conhecimento contábil. Sim. É preciso ter conhecimento básico de contabilidade para empreender. Afinal como saber qual preço cobrar pelo serviço e/ou produto? Até onde pode ir com os descontos e abatimentos nesses mesmos serviços e/ou produtos?

Muitos começam um negócio próprio porque perderam o emprego ou para conquistar a IF – Independência Financeira. Ae partem para o mundo do empreendedorismo.
Antes de qualquer coisa, preciso destacar duas coisas muito importantes:
Primeiro: O Brasil é o 5º país com maior número de empreendedores.
Nos últimos anos o Brasil tem estado na lista de países mais empreendedores do mundo, inclusive ficando à frente de países como Argentina, México e dos países do BRICS (bloco econômico formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).
Começar um novo negócio exige, muitas vezes, mais vontade e determinação do que apenas recursos financeiros.
Os brasileiros, por exemplo, “a cada empresário por necessidade, dois empreendem por uma oportunidade”, ou seja, mais gente está encontrando nichos de mercado para abrir novas empresas em vez de começar um negócio para sobreviver. Sendo assim, o nosso amigo Fernandes, está na média.
Pesquisas mostram que mais de “40% dos empreendedores por oportunidade abrem uma empresa para conseguir mais independência profissional, outros 35% buscam aumentar a renda e outros 18% querem manter a renda atual.”.
Segundo: O mais alarmante - O Brasil é um país com alto índice de falência.
Para aqueles que planejam empreender, os planos de ficar rico podem ser rapidamente destruídos pela realidade e obstáculos árduos que vão surgindo desde o momento em que você decide registrar seu negócio.
O número de empresas que fecham as portas durante os primeiros dois anos de funcionamento no país chega a ser alarmante! 
A verdade é que não há um único motivo capaz de explicar tantas falências. Sabe-se, no entanto, que a má gestão desempenha um papel de destaque nessas estatísticas negativas. Por isso resolvi ressaltar alguns dos erros mais comuns que podem levar à quebra de uma micro ou pequena empresa ao longo desse período inicial.
Saiba agora mesmo quais são essas falhas e trate de evitá-las antes que seja tarde demais!

·        Falta de planejamento
Durante os primeiros meses de vida, as empresas se encontram em seu estado mais vulnerável. Com um nome completamente desconhecido no mercado e pouco dinheiro no caixa, um pequeno erro pode tomar proporções ainda maiores do que em outros momentos, de maior estabilidade. Assim, é fundamental fazer um plano de negócio e estudar com cautela todos os elementos que envolvem o empreendimento. Essa etapa preliminar de pesquisa deve levar em consideração o público-alvo, a concorrência, os custos e o maior número possível de variáveis, para se precaver de quaisquer imprevistos que surgirem pelo caminho.
·        Cópia de modelos existentes
Não há nada de errado em se inspirar em modelos de negócio de sucesso na hora de empreender, no entanto, quando se opta por reproduzir uma cópia integral, a tendência é o fracasso. E isso acontece porque, nesses casos, o empresário acaba negligenciando a importância de adaptar as fórmulas à sua própria realidade, criando um diferencial para o seu produto.
·        Elaboração de um plano de negócios incompatível com a realidade
Elaborar um bom plano de negócios pode ser crucial para o sucesso e crescimento das empresas. Mas para isso é preciso fazer um amplo estudo de mercado, desde a descrição do público-alvo do negócio, ramo de atuação da empresa, tipo de produtos oferecidos, capacidade de pagamento para funcionários, número de filiais…
O problema é que muitos empresários não fazem este estudo de uma maneira adequada, e acabam estipulando no plano de negócios valores de pagamento muito acima da capacidade financeira da empresa, visam atingir a um público muito alto em um curto período de tempo, e acabam não obtendo os resultados esperados, devido a elaboração de expectativas que não condizem com a realidade do mercado.
·        Inexperiência e falta de capacitação dos empresários
Muitos empreendedores abrem o seu negócio sem possuir um devido conhecimento do mercado e sem uma adequada capacitação profissional e acabam tendo inúmeros problemas para conseguir atrair clientes e também para gerir a empresa financeiramente. Por isso a dica é que os empreendedores busquem o máximo de informações e treinamentos possíveis. Existem diversos cursos online a respeito de vários temas que podem ser de extrema importância para o ambiente de gestão empresarial.
No SEBRAE existem vários cursos on-line de graça, inclusive sobre empreendorismo. Para conhece-los basta clicar na imagem abaixo.

·        Falta de fiscalização e acompanhamento
O principal ingrediente de um negócio de sucesso é o trabalho. Muitas empresas encerram suas atividades de forma precoce porque o empreendedor acaba por delegar completamente suas responsabilidades a terceiros. É essencial que o trabalho dos funcionários e colaboradores seja fiscalizado, que as contas sejam revisadas e que o empresário acompanhe bem de perto as receitas e despesas da empresa.
Pode-se, alternativamente, contratar uma pessoa qualificada e de confiança para tocar o negócio em um nível meramente operacional ou gerencial, mas não se deve ausentar, jamais, de seus investimentos.
·        Mistura de contas pessoais com as contas da empresa
Muitos empresários não possuem a verdadeira noção de que não são donos do dinheiro da empresa, e acabam misturando com a sua conta pessoal. Isso pode gerar uma grande dificuldade no controle financeiro da empresa. Não ter este cuidado pode gerar prejuízos irreversíveis para o caixa da empresa.
Os sócios proprietários das empresas devem receber uma porcentagem fixa dependendo do lucro da empresa. Estes valores são estipulados no início da atividade empresarial e devem ser incluídos no orçamento. Esta porcentagem pode aumentar em determinado período, mas sempre devem ser estabelecidos e acordados previamente entre os sócios.
Qualquer valor que o empresário usufrua da empresa que não conste no orçamento e no planejamento poderá comprometer o fluxo de caixa. O fato de misturar as contas pessoais com as contas da empresa também pode trazer problemas com a Receita Federal. Isso porque sem a devida separação, muitos saques são realizados sem o devido registro da contabilidade, podendo ser entendidas como sonegação fiscal.
·        Falta de divulgação
De nada adianta possuir ótimos produtos ou então prestar serviços de excelência, se não houver uma divulgação adequada. Boas estratégias de marketing podem ser a chave para o crescimento de uma micro ou pequena empresa. Muitas empresas não se preocupam como deveriam com esta questão e acabam ficando para trás no mercado. Sobretudo com a grande visibilidade e acessibilidade das redes sociais e da internet de uma forma geral, apostar na otimização destas ferramentas é simplesmente imprescindível para as empresas que desejam atrair clientes de uma forma contínua, de forma a aumentar o seu lucro e se manter estáveis no futuro!
·        Desequilíbrio no fluxo de caixa
É imperativo que o empreendedor verifique as contas diariamente e planeje as despesas e os investimentos com antecedência. Na maioria dos casos em que uma situação de caos se instala sobre o controle de caixa de uma empresa, nota-se uma confusão entre cadernos, tabelas e planilhas, de modo que as informações não são facilmente acessadas.
Um gestor que toma decisões sem estar amparado por um conjunto de informações confiáveis tende a aumentar a probabilidade de cometer erros, que, somados, podem significar o efetivo fechamento das portas da sua empresa.
Um dos maiores vilões e responsáveis pela mortalidade de empresas no Brasil é a falta de organização na gestão das finanças e de pessoas
Pode-se afirmar, então, que um dos maiores vilões e responsáveis pela mortalidade de empresas no Brasil é a falta de organização na gestão das finanças e de pessoas ou, antes mesmo do início das operações, nas atividades de pesquisa e planejamento. A mudança capaz de reverter esse quadro começa com a adoção de uma postura profissional que priorize a gestão racional do tempo do empreendedor.
No entanto, uma pessoa sozinha não é capaz de superar todos os desafios do dia a dia. Por isso é importante cobrar dos funcionários o primor pela organização. Além disso, a tecnologia proporciona, também, muitas soluções informáticas que podem colaborar bastante com uma gestão mais organizada e transparente. Faça uma pesquisa e confira as opções disponíveis no mercado!
E então, você já pensou em ser um empreendedor? Vende algum produto para geração de uma segunda fonte de receita?
Existem várias formas de ganhar uma renda extra. Contudo, busque a ajuda. Faça cursos. Aprimore-se!
Nem tudo que se vê por ae deve-se acreditar. Onde está o discernimento do certo ou errado? Por exemplo: A frase do título desse texto é atribuída a Einstein. Sim, atribuída a ele e a mais meia-dúzia de pessoas (estranhamente, Clarice Lispector não é uma delas). E, de todas as pessoas às quais essa frase é creditada, a mais inverossímil é justamente Einstein. (Gostaram do inverossímil, significa: que não aparenta ser verdadeiro, difícil de acreditar) Achei no dicionário kkkkk.
A frase não deve ser dele, pelo simples fato de que o Albert Einsten era alemão e, na língua germânica, “Arbeit” (trabalho) vem antes de “Erfolg” (sucesso).
A única pessoa que pode impedir seu crescimento é você mesmo!
Não se esqueça: Foco, Força e Fé.
Até a próxima.