"Se é para sonhar, sonhe grande. Dá o mesmo trabalho que sonhar pequeno!"
Ouvi muitas vezes esse frase durante minha vida e nos mais diversos lugares. E os caras que protagonizam o livro indicado nesse post levaram isso a sério!
Sonho Grande conta um pouco da trajetória de Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira. Três brasileiros que compraram algumas das maiores marcas americanas, consideradas símbolo do Estados Unidos e formaram o maior império cervejeiro do mundo.
Nas palavras de Walmar Andrade, do Mude.Nu (mude.nu/sonho-grande) "O livro, escrito pela jornalista Cristiane Correa, é daqueles que se lê em dois ou três dias, tamanha é a fascinação com a ascensão meteórica do trio de empresários.
Embora nenhuma dos três tenha concordado em conceder entrevistas para a autora, Cristiane ouviu mais de 100 pessoas - incluindo Warren Buffet - para resconstruir a história de sucesso dos empresários nesses 40 anos. Aliás, a reclusão do trio (bem diferente, por exemplo, do estilo Eike Batista) é um dos motivos pelos quais você pode nunca ter ouvido falar de nenhum deles até então.
Se você está neste desafio de Conquistar Independência Financeiro e vê no empreendedorismo o melhor caminho para se chegar a tanto, Sonho Grande é um livro com lições essenciais."
Espero que assim como eu, você possa se sentir inspirado por essa história de sucesso e correr atrás dos seus sonhos. Com planejamento, perseverança, dedicação e ousadia, eles mostram que é sim possível.
Com
certeza! Com toda certeza isso é uma grande falácia.
Janeiro
só é época de se envidar para aqueles que não se planejam
financeiramente.
É
bem verdade que o primeiro mês do ano costuma ser aquele com a maior
quantidade de contas para pagar. IPVA, IPTU, seguro do carro,
matrícula dos filhos, material e uniforme escolar, presentes de
natal e festa de ano novo no cartão de crédito, etc. E há ainda
aquelas despesas rotineiras como água, luz, Internet, aluguel,
condomínio e supermercado.
Ufa!
Bateu aquele desespero né?
Mas
não precisa ser assim. Se você leu e seguiu o que já publicamos
aqui; então não “queimou” todo o seu décimo terceiro e nem
saiu por aí usando o cartão de crédito/cheque especial
indiscriminadamente, e isso já é uma grande ajuda.
E
agora você sabia que:
Pagando o IPVA integral tem-se
um desconto de 3% (em 2015 era de 8% e em 2014 o desconto foi de
10%);
O IPTU, quando pago em parcela
única, pode ficar 7% mais barato que o valor parcelado;
As escolas calculam o ano
cheio e dividem em 12 mensalidades, então se você conseguir pagar
os 12 meses de uma só vez dá para negociar um bom desconto;
O uniforme escolar de algumas
escolas pode ser encontrado em lojas especializadas;
O material escolar pode ser
comprado em conjunto com outros pais e negociado diretamente junto a
editora;
Deixar as férias para o meio
do ano. Parece ilógico, mas tem sentido. O mês de janeiro é tido
como alta temporada, e por conta disso as passagens (e tudo o mais)
ficam mais caras.
Essas
são só algumas maneiras de fazer seu dinheiro valer mais em
janeiro. Se você já conhecia, ótimo! Se já praticava, parabéns!
Se não conhecia, agora conhece. E se sabe de mais alguma, manda pra
gente.
Um
amplexo e até o próximo.
Notas:
1.
Os descontos de IPVA e IPTU tem como referência o estado e a cidade
do Rio de Janeiro no ano de 2016.
2.
Se não houver grana para pagar a cota única é melhor considerar
pagar parcelado e deixar de ganhar o desconto do que pegar um
empréstimo ou entrar no cheque especial, pois as taxas de juros
tendem a ser muito maiores que o desconto oferecido. Seria como
trocar uma dívida barata por outra mais cara.
3. Se você
usa a poupança como um fundo de emergências, vale considerar a
possibilidade de usar os recursos que tiver para quitar o imposto à
vista. Isso porque a rentabilidade mensal da poupança não chega a
0,7%, muito inferior aos juros de 1,16% e 3,13% de IPTU e IPVA,
respectivamente.
Bem-vindo (de volta)! Sim, sim, eu sei que no meio do mês deveria ser um post sobre algo diferenciado (livro ou filme ou esportes, etc), mas dessas vez, excepcionalmente, vamos quebrar esse ciclo e falar diretamente sobre economia. Você sabe me dizer o que é inflação?
Não?
Não tem problema, você não está sozinho. Veja:
O
ex-diretor do Banco Central, Alexandre Schwartsman, diz que:
“Inflação
é o aumento geral e persistente dos preços. Estas duas
características são cruciais. Se apenas uns poucos preços
aumentam, enquanto os demais permanecem estáveis, não há como
caracterizar um processo inflacionário, ainda que o índice de
preços mostre valores positivos. Da mesma forma, se há um aumento
de todos os preços num dado mês, por exemplo, por conta da
imposição de algum tributo, mas estabilidade em seguida, também
não temos como caracterizar inflação; esta tem que ser
generalizada e persistente.”
De
uma maneira mais simples, eu costumo dizer que inflação
é a perda do
poder de compra do dinheiro. Por exemplo, se há cinco
anos você conseguia comprar 10 pãezinhos com R$1,00 e agora só
consegue comprar 03 unidades, é porque a inflação corroeu 70% do
seu poder de compra para esse item.
Mas
e o que causa a inflação?
Se
inflação é a perda do poder de comprar, então podemos intuir, de
maneira simplista, que o que causa a inflação são preços mais
altos.
Mas
são várias as causas da inflação e dentre elas podemos citar:
Gastos
Públicos
– o
governo gasta mais do que arrecada e para compensar lança mão da
impressão de mais dinheiro e com isso o volume de dinheiro passa a
ser maior que a oferta de serviços e bens a venda. E com mais
dinheiro no mercado os preços sobem.
-
o governo aumenta os impostos, visando aumentar a arrecadação para
cobrir as despesas. As empresas, por sua vez, repassam ao consumidor
esse aumento nos impostos. E por conta desses repasses os preços
sobem.
Cartéis
-
quando
um produto é vendido por algumas poucas empresas e elas se juntam
para determinar o preço desse produto acima do mercado ou
restringem a produção, diminuindo a oferta. Com essas manobras os
preços sobem.
Custos
de Produção
-
empresas
fazem empréstimos para aumentar a produção e nesse meio tempo os
juros sobem. Se os juros sobem, o custo do empréstimo fica maior e
para cobrir essa diferença as empresas aumentam os preços de seus
produtos/serviços.
-
se o governo aumenta os impostos ou cria novos impostos, os custos de
produção também são afetados. Para suprir esses novos custos, os
preços aumentam.
Produção
em Baixa
-
as
empresas começam a produzir menos do que o mercado necessita e,
tornando a demanda maior que a oferta. Como o produto fica escasso,
o consumidor se dispõe a pagar mais e com o consumidor de bolso
aberto, o preço aumenta.
Indexação
-
o
reajuste do aluguel e alguns outros contratos são atrelados a
inflação do período passado. Ou seja, para garantir que esses
contratos tenham o mesmo valor, eles são reajustados de acordo com
um índice inflacionário, assim a inflação de hoje passa ser o
piso inicial de amanhã.
-
Funciona assim: a alta de alguns preços faz a inflação subir. Essa
inflação, em seguida, é usada para calcular o reajuste dos
produtos e serviços que têm preço indexado. Como consequência,
esses preços sobem – e, ao subirem, geram uma “nova
inflação”,
e isso vira um ciclo que se repete.
Inércia
-
a
empresa ou o trabalhador acreditam que a inflação vai subir. Como
medida de reserva a empresa aumenta os preços para manter a margem
de lucro ou o trabalhador pede um aumento para manter o poder de
compra.
Como faz para medir a inflação?
Na
teoria, para medir a inflação seria só pegar o preço dos produtos
e compará-los com o preço
do mês anterior, e
essa diferença seria
a variação da inflação. Mas
isso é só na teoria, pois na prática tudo fica mais difícil.
Para
começar, seria preciso definir quais seriam os produtos usados para
esse
cálculo, depois
ainda teria de
considerar as
variações como, por exemplo, marca, tamanho da embalagem, variedade
do produto, etc.
Para
tornar esse trabalho um pouco menos complicado, foram criados uma
série de índices que permitem uma visualização mais simples e
precisa para os diversos segmentos da economia e cada um serve para
medir um tipo diferente de inflação.
Vamos
aos principais
índices:
INPC
(Índice Nacional de Preços ao Consumidor)
foi
criado inicialmente com o objetivo de orientar os reajustes de
salários dos trabalhadores e
tem como objetivo oferecer a variação dos preços no mercado
varejista, mostrando, assim, o aumento do custo de vida da população.
IPCA
(Índice
Nacional de
Preços ao
Consumidor Amplo)
foi
instituído
inicialmente com a finalidade de corrigir as demonstrações
financeiras das companhias abertas e
hoje é
o índice oficial do Governo Federal para medição das metas
inflacionarias.
foi
criado com o objetivo de oferecer a variação dos preços no mercado
varejista, no
período aproximado do dia 15 de um mês ao dia 15 do mês seguinte,
mostrando, assim, o aumento do custo de vida da população.
saiba
mais em
http://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2007/09/14/entenda-o-que-e-o-ipca-15.htm
IGP
(Índice
Geral de Preços)
foi
concebido para ser uma medida abrangente do movimento de preços. Ele
registra
a inflação de preços desde matérias-primas agrícolas e
industriais até bens e serviços finais. O IGP é formado pela média
de três índices que refletem a economia: IPA (Índice de Preços
por Atacado, com peso de 60%); IPC (Índice de Preços ao Consumidor,
peso de 30%); e INCC (Índice Nacional de Custos da Construção,
peso de 10%).
saiba
mais em
http://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2007/09/14/entenda-o-que-e-o-igp.htm
IGP-DI
(Índice
Geral de Preços - Disponibilidade Interna)
é
uma das versões do Índice Geral de Preços (IGP) e
registra
a inflação de preços desde matérias-primas agrícolas e
industriais até bens e serviços finais.
É
usado para calcular reajustes
de tarifas públicas, contratos de aluguel e planos e seguros de
saúde (nos contratos mais antigos)
saiba
mais em
http://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2007/09/14/entenda-o-que-e-o-igp-di.htm
IGP-M
(Índice
Geral de Preços - Mercado)
quando
foi concebido teve como princípio ser um indicador para balizar as
correções de alguns títulos emitidos pelo Tesouro Nacional e
Depósitos Bancários com renda pós fixadas acima de um ano.
Posteriormente passou a ser o índice utilizado para a correção de
contratos de aluguel e como indexador de algumas tarifas como energia
elétrica.
saiba
mais em
http://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2007/09/14/entenda-o-que-e-o-igp-m.htm
IPC-Fipe
(Índice
de Preços ao Consumidor)
mede
a variação de preços de um conjunto fixo de bens e serviços
componentes de despesas habituais de famílias e
é usado como referência
para avaliação do poder de compra do consumidor.
saiba
mais em
http://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2007/09/14/entenda-o-que-e-o-ipc-fipe.htm
IPC-S
(Índice
de
Preço ao
Consumidor Semanal)
Permite
detectar com agilidade mudanças de curso na trajetória dos preços
e
tem seu uso nos reajustes
salariais e contratos de aluguéis.
Nos
juros: o governo, através do Banco Central, utiliza a taxa Selic
para aumentar os juros e tentar conter o avanço da inflação. Como
os juros sobem, tomar empréstimos fica mais caro, o que reflete
diretamente nos financiamentos e compras parceladas.
Na
poupança:
Com
a inflação acima do teto da meta, 6,5%, a poupança passa
a render menos do que a inflação oficial, ou seja, se
você deixa seu
dinheiro guardado na
caderneta, passa
a perder dinheiro. E por quê? Porque dinheiro, ou salário, valendo
menos do que a inflação, é dinheiro que
se desvaloriza e
compra menos do que comprava antes.
Além
disso, no
caso da poupança, pelas regras, quando os juros da Selic estão
acima de 8,5%, ela rende apenas os 6% ao ano, mais a taxa de
referência (TR),
que é perto de zero (0,1835%
quando escrevo esse artigo).
Com inflação a um valor como 4%, a poupança continua rendendo 6%.
Dois pontos a mais. Se a taxa subir para 8%, a poupança rende 6%.
Dois pontos a menos.
No
salário:
normalmente o aumento salarial, quando corrigido pela inflação, tem
como base o período compreendendo 12 meses para trás a contar da
data do reajuste. O que ocorre é que daquela data para frente a
inflação pode vir a subir e embora você esteja recebendo mais, vai
continuar com a sensação de que falta dinheiro. Ex. Se,
em maio,
um determinado salário aumentou 4%, -- a inflação acumulada no
período
anterior --, e, em dezembro, a inflação acumulada seja de 10%, o
salário perde 6% para inflação. Ou seja, se o valor era R$
1.500,00,
na verdade, está valendo R$ 1.410,00.
Nas
contas públicas:
quando
o Banco Central aumenta da taxa Selic a fim de conter a inflação,
esse aumento afeta também a dívida do governo, que paga juros sobre
seus empréstimos (ex. Tesouro Selic). Como o governo não gera renda
por si só e precisa de mais dinheiro para pagar suas contas, uma das
medidas para arrecadar mais é aumentar os impostos já existentes ou
criar outros.
E como controlar a inflação?
Existem
algumas técnicas utilizadas para controlar a inflação; dentre elas
podemos citar a política fiscal e a políticamonetária.
Mas, dentre todas as
principais medidas adotadas pelos governos, aquela que surte efeito
mais rápido é a elevação da taxa de juros, pois induz a redução
do consumo e retira o “excesso” de moeda de circulação.
A
saber:
A
política
fiscal
visa
aumentar
os impostos, diminuindo o poder de compra das pessoas, e isso freia o
consumo, o que estabiliza a inflação. Com
mais impostos as pessoas têm
menos dinheiro e com isso consomem menos.
Através
da política monetária o governo dificulta os bancos a
emprestarem dinheiro para a população, diminuindo assim o poder de
compra das pessoas e freando o consumo, o que estabiliza a inflação.
E
agora, depois de ler tudo, você já sabe me dizer o que é inflação?
Espero que sim, e também espero que você não deixe mais o seu
dinheiro parado e perdendo valor. Também espero que você tenha
entendido que investimento que rende menos que a inflação não é
investimento, mas sim prejuízo. E por fim, espero que você deixe
aqui seu comentário dizendo o que achou do artigo.
Nessa época, sempre me lembro da música: “Então é
Natal” do Cláudio Rabelo na voz da Simone. Logo vem a lembrança das noites em
família, da mesa farta e principalmente dos presentes.
Sério, quem não gosta de receber presentes?
Quase passava mal com a espera do “bom velhinho” que
só aparecia à meia noite, depois da ceia! E o pior: nós tínhamos que estar
dormindo!
Bem, o tempo passou e hoje em dia, temos que ser 0 “bom velhinho”, preparar
a casa para receber nossos familiares, agitar a ceia e é lógico: comprar os
presentes!
E aqui acaba o conto de natal, pois saiba: há todo um
planejamento estratégico de marketing dedicado a fazer apenas uma única coisa, que
gastemos todas as nossas economias, o nosso salário e o nosso décimo terceiro
nessa época! Sim, eles querem que compremos vários presentes, roupas novas, que
enchemos a mesa de comida e comemoramos o Natal como pessoas ricas e prósperas.
Isso não é ruim! Já contei que curto bastante essa
época: rever os nossos familiares, os nossos amigos e poder conversar e
relembrar as coisas boas que passamos.
Entretanto, temos a obrigação de mostrar a armadilha
que se esconde nesse "Natal" que a mídia nos apresenta.
Saiba que ninguém acorda endividado. A dívida é como uma doença que chega devagar, já falamos sobre isso em outro post se ainda não leu clique aqui.
Tudo começa como uso do cheque especial e do cartão. É
necessário que entenda que “esse crédito” é na verdade um Empréstimo. Se pagar
o valor total da fatura não é tão ruim. O problema surge quando se começa a
pagar parte dela ou pior, o seu mínimo. Pois, os juros são altíssimos e se
tornam uma bola de neve, e aí... estaremos doentes, totalmente endividados.
Perceba. Não queremos que você se enclausure, se
transforme em um “mão-de-vaca” e nem que saia por aí gastando todo seu salário
como se o mundo fosse acabar amanhã, nossa meta neste blog é mostrar que
podemos viver com uma segurança financeira e ao mesmo tempo economizar.
Por isso temos algumas propostas para você:
Que tal juntar a família e os amigos e fazer uma ceia
de natal partilhada onde cada um leva um prato de comida.
Pode-se também fazer um amigo oculto de cartões ou de
presentes de baixo custo, pois o importante nesta época são as pessoas e não os
bens materiais.
Aproveite e dê uma boa olhada no teu guarda roupa e
doe aquelas que você não usa a um bom tempo. Há tantas pessoas necessitando.
Pegue aquele brinquedo que teu filho não quer e faça o
Natal de uma criança. Basta entregar em um orfanato, seja o “bom velhinho” e
leve pessoalmente, com certeza será um dia inesquecível.
Há tantas outras coisas que pode ser feita: aquela ferramenta
e os utensílios domésticos repetidos. Faça uma faxina é hora de treinar o
desapego!
Pegue tudo e venda no bazar e/ou numa feira de
caridade. O que não dá pra vender doe na igreja, asilo ou orfanato.
Tantos reclamam que estão sem dinheiro, mas quando se olha a casa é tão cheia,
tão entupida de coisas que não tem mais utilidade. Aproveite essa época e faça
o desapego!
Muitas vezes não crescemos financeiramente porque a nossa
vida/emoção está lotada e repleta de bagunça. Doe! Treine o desapego emocional
das coisas. Comece o ano diferente. Faça um 2017 melhor.
É o Natal, nascimento, e só depende de você: Prefere
nascer endividado e doente ou nascer seguro financeiramente e saudável?
Lembre-se que o ano novo chega repleto de presentes de
grego: IPTU e IPVA são apenas alguns. Da mesma forma que cuidamos de nossa
saúde física devemos cuidar da saúde financeira por isso não se esqueça: Nada
de exageros!
Dando sequência a
nossa proposta de trabalhar para também manter a Mente Sã, hoje é
dia de nova indicação literária.
Contrariando o
programado – que seria falar de livros que já li – hoje trago
para vocês uma obra cuja leitura ainda está em curso. Comecei a ler
Filosofia Para Corajosos e fiquei tão encantado que quis
compartilhar logo esse título.
O autor – Luiz
Felipe Pondé – nos convida a pensar com nossa própria cabeça e,
para tanto ele nos leva a um passeio por temas tão diversos como,
por exemplo, moral e ética, religião, política e economia. Todos
sempre permeados por grandes filósofos e pensadores como Kant,
Nietzche, Pascal, Aristóteles e Platão.
Apesar de todos os
seus títulos (filósofo, escritor, ensaísta, Doutor e Pós-Doutor
em Filosofia), Luiz Felipe Pondé consegue escrever de forma tão
leve, simples e direta que até mesmo pessoas como eu, que não
entendem quase nada de filosofia, podem devorar o livro (sim; devorar
mesmo, pois a leitura flui muito fácil e rápida) entendendo as
referências e sem se sentir perdido.
Para mim, o único
problema do livro é que ele me deixa num dilema. Estou com o livro
na cabeceira da cama, olhando para ele com pena de terminar, mas, ao
mesmo tempo, ávido por lê-lo. Isso acontece com vocês também?
Quando o livro é bom vocês se apegam? Se sim, diz ali nos
comentários quais foram os livros que causaram esse apego.
Para fechar, queria
deixar para vocês uma resenha da ótima Eliana de Castro, escrita na
Fausto Mag (www.faustomag.com).
Um grande amplexo e
até breve.
---
Nem
todos sabem, mas Luiz
Felipe Pondé é
bastante engraçado. De verdade! Pensar com a própria cabeça, como
recomenda o subtítulo de seu novo livro, pode começar por aí.
Esqueça os estereótipos que envolvem o autor. “Filosofia
para Corajosos” é
para audaciosos sim, mas também para quem deseja ter uma experiência
agradável com a filosofia. O fato de Pondé ser divertido garante um
pouco isso. E ao contrário do que supõem os “ungidos”, como diz
o escritor, tornar a experiência filosófica deleitosa não a
desvaloriza, muito menos a trajetória do próprio autor. Um de seus
primeiros conselhos, inclusive, é “desistir de agradar quando se
pensa”.
Torna-se,
então, uma vantagem competitiva no universo egocêntrico dos
intelectuais falar de maneira tão simples? Pode ser. O que não há
dúvidas é o maneio sedutor do filósofo na arte de ensinar. Talvez,
e exatamente por isso, o lançamento da vez possa causar algum tipo
de irritação nervosa: o leitor comum vai
compreender
princípios básicos da filosofia. Sabe o tal do imperativo
categórico? Ou a diferença entre ética e moral? Este último,
Pondé trata assim: “é mesa e table.”
Nietzsche,
Kant, Platão, Aristóteles. Todos eles aplicados como pouco se lê
por aí. O intuito do escritor com este livro não é tornar ninguém
mais feliz, mas “pelo menos um pouco menos medíocre”. Os
capítulos são curtos, fáceis de acompanhar e seguem sem uma
metodologia específica: “prefiro o gozo filosófico ao método
filosófico.” Como
sempre faz em seus livros, Pondé recomenda títulos que tornam o
bate-papo literário, literalmente mais profundo. Há tanto
indicações da literatura universal quanto de grandes nomes do
pensamento. Dos imprescindíveis, que tal Schelling e “A essência
da liberdade humana”? É o título com o qual Pondé abre este novo
trabalho. De romântico para romântico – e só os “idiotas”
são incapazes de perceber – o novo título continua revelando a
força motriz de seus textos: revolta e melancolia. Este fato, logo,
nos leva a pensar em outro ponto curioso: como uma pessoa com visão
de mundo, digamos, tão pessimista motiva a tantos a segui-lo?
Pergunta para os que buscam uma vida perfeita. E esses também têm
lugar neste livro. A
divisão dos temas em “Filosofia para Corajosos” é bastante
pessoal. Em “Uma filosofia em primeira pessoa”, Pondé conta como
deixou a medicina pela filosofia e algumas de suas motivações –
nada, aliás, motivadoras. Ironias não faltam: “Ainda que bobinhos
achem que avançamos porque eles juram fidelidade à rúcula…” Na
segunda parte – “Grandes tópicos da filosofia ao longo do tempo”
-, o escritor discorre sobre religião e espiritualidade, metafísica,
a existência de Deus, vida após a morte, materialismo, hedonismo,
entre outros temas que não saem das conversas cotidianas. Agora, se
você se assustou com todos esses termos, não se preocupe. Outra
arte de Pondé é transformar seus demônios em esperança para os
outros. Em um mundo cheio de “modelos de sucesso”, talvez o que
os inquietos mais anseiem seja justamente alguém que prove que você
não é o único fracassado. “Filosofia
para Corajosos” é isso: “filosofia do ponto de vista do
usuário”. Na terceira e última parte, cujo título é “Por que
acho o mundo contemporâneo ridículo”, o provocador das
segundas-feiras encerra tratando sobre a cultura dos direitos,
narcisismo, desigualdade social e mania de perfeição: “A vida é
bela, violenta e imunda, não há como fugir disso sem eliminar a
própria vida.” Definitivamente
– preparem suas armas, “ungidos” – este livro não é para
quem nega as questões mais humanas em todos nós. Por isso mesmo
cotidianas, por isso mesmo banais. É preciso mesmo um pouco de
coragem para enfrentá-las.
Eliana
de Castro
Jornalista
pós-graduada em Cultura pela FAAP, é mestranda em Ciência da
Religião pela PUC-SP.
Estava
dia desses conversando com um a amiga, que é médica, sobre a rotina
de trabalho dela e me dei conta que podemos traçar um paralelo bem
grande entre a medicina e as finanças.
Logo
de cara pude perceber que a gente só costuma tratar da saúde
(corporal ou financeira) de forma a remediar o estrago e não para
prevenir o mal. Sempre vamos postergando um diagnóstico
profissional, nutridos por uma sensação (ainda que falsa)
de que no fim das contas tudo vai se ajeitar sozinho.
E
mesmo quando a melhora não vem ainda somos resistentes. Vamos ao
vizinho perguntar o que ele fez quando teve sintomas parecidos ou
então ao vendedor da farmácia (no caso das finanças, vamos ao
banco/financeira) pedir que nos indique um remédio.
Não
quero desmerecer seu vizinho; nem o farmacista. Quero é que você
perceba que, na maioria das vezes, o seu convizinho não tem formação
na área de saúde para receitar um medicamento e que o balconista da
farmácia ganha comissão sobre as vendas.
Mas
não se culpe, em algum momento da vida eu também já fui assim (e
ainda sou, com relação a medicamentos. Ainda pergunto aos
meus pais qual remédio para dor de garganta, mesmo eles sendo um
engenheiro e uma professora =P). Mas ainda bem que existem
pessoas que vêm para nos alertar quanto a essa más práticas. E
fica aqui o meu agradecimento público a essa minha amiga. Obrigado
Dra. Saraiva!
Seguindo
com a analogia, se para tratar de uma doença um médico começa a
consulta fazendo a anamnese¹, e também isso é o que deveríamos
fazer com as finanças. Vamos aos equivalentes:
Queixa
principal (QP): Em poucas
palavras, o profissional registra a queixa principal, o motivo que
levou o paciente a procurar ajuda.
História
da dívida atual (HDA): No
histórico da dívida atual é registrado tudo que se relaciona à
queixa principal:
sintomatologia, época de início, história da evolução da dívida,
entre outros. A clássica tríade: Quando,
como e
onde isto
começou.
História
financeira pregressa (HFP):
Adquire-se informações sobre toda a história financeira do
paciente, mesmo das condições que não estejam relacionadas com a
dívida atual.
Histórico
familiar (HF): Neste histórico
é perguntado ao paciente sobre sua família e suas condições de
trabalho e vida. Procura-se alguma relação de hereditariedade com
dívidas.
História
pessoal (fisiológica) e história social:
Procura-se a informação sobre a ocupação do paciente, como: onde
trabalha, onde reside, se compra por impulso, se compra para
ostentar, se compra o que não precisa, se tem
algum vício (em álcool, apostas/jogos,
festas, drogas entre outras) etc.
Analisando
as informações da anamnese, o médico pode levantar hipóteses de
diagnósticos e definir métodos de ação, e nós, sem ter a
pretensão de nos compararmos com médicos, prescrevemos abaixo
algumas dicas que podem lhe ajudar a encontrar uma linha de
tratamento para recuperar/melhorar sua saúde financeira:
i)
Descobrir o quanto você deve – hora de reunir todas as
contas que estão atrasadas e também as que estão perto de vencer;
ii)
Renegociar as dívidas – muitas vezes os credores aceitam
uma renegociação das dívidas já vencidas. Se você for até ele
espontaneamente e demonstrar que tem interesse em quitar os débitos,
é muito possível que aceitem reduzir os valores devidos retirando
parte dos juros aplicados;
iii)
Pagando aos credores – o ideal é conseguir pagar todas as
contas na integralidade, mas se isso não for possível dê
preferência àquelas que tem maior taxa de juros, como cartão de
crédito (± 471% ao ano) ou cheque especial (± 311% ao ano) ou
agiotas (que sabe-se lá o que podem fazer);
iv)
Controlando gastos – pode parecer exagero, mas registrar
TODOS os gastos do dia a dia ajuda. Anotar desde aquele "passatempo
da sua viagem" que custou R$1,00 até a compra no shopping pós
expediente paga com o cartão de crédito que vai vencer só no meio
do próximo mês;
v)
Cortando os supérfluos – com o controle de gastos podemos
saber todo o dinheiro que é gasto “por capricho”, como aquelas
comidinhas que compramos por impulso.
vi)
Pergunta chave – essa funciona para mim e acredito que
também vá funcionar para você. Toda vez que tenho vontade de
comprar alguma coisa eu me pergunto se realmente preciso. Se a
resposta for NÃO, tudo ok, só não comprar. Se a resposta for SIM,
então eu espero mais uns cinco ou seis dias e se essa sensação de
que é necessário persiste então efetuo a compra.
Essas
são algumas dicas básicas e genéricas que já devem ajudar a
equalizar as finanças e sair do vermelho. Nos próximos posts
continuaremos trabalhando no assunto e apresentando aqui mais formas
de reduzir os gastos.
¹
Anamnese (do
grego ana,
trazer de novo e mnesis,
memória) é uma entrevista realizada pelo profissional de saúde ao
seu doente, que tem a intenção de ser um ponto inicial no
diagnóstico de uma doença ou patologia. Em outras palavras, é uma
entrevista que busca relembrar todos os fatos que se relacionam com a
doença e à pessoa doente.