quinta-feira, 16 de março de 2017

Vou ensinar-lhe a ser Rico - final


Seja bem vindo de volta meu amigo da blogosfera. Como está a saúde financeira? Está fazendo o acompanhamento orçamentário?
Sei que as coisas já estão melhores, pelo menos você já sabe onde está errando e pode resolver. Antes de prosseguir devo lembrar que este já é o quarto e último post e se você não leu os anteriores peço que, por favor, o faça. Para ler o primeiro basta clicar aqui, para ler o segundo texto, basta clicar aqui e para ler o terceiro texto, basta clicar aqui.
Continuando o nosso estudo sobre a escala financeira, temos:
– Estabilidade
Se você está no zero a zero, ou seja, as suas receitas batem com as suas despesas, parabéns, não tenho nada para falar. 
Brincadeira. Achou mesmo que ia deixar assim? Se acontecer algum imprevisto, algo inesperado, o que você fará se não tem nenhuma grana extra? Você não pode viver preocupado, torcendo para nada de errado acontecer. Sempre haverá problemas na vida!
Problemas existem para nos fazer apreciar as coisas boas e ao mesmo tempo nos fortalecer. Quer um exemplo:
Receber a visita de teus familiares em tua casa é bom ou ruim? Claro que é ótimo. Conversar, matar a saudade e botar o papo em dia. Com toda certeza será um dia maravilhoso. Agora, receber a visita de teus familiares todos os dias, durante um mês, é bom ou ruim?
Nesse caso será ruim, né? Mas, não era bom, porque ficou ruim?
Mesmo uma coisa boa, a visita de familiares, pode trazer coisas ruins: preparar refeições, acomodações, perda da sua privacidade, abandono dos planos de passeios, do futebol etc. Entretanto, não ter a presença da família por perto também é uma coisa ruim tem a saudade, a lembrança das conversas, dos conselhos e das brincadeiras. Isso faz com que o encontro seja tão bom.
Percebeu? A saudade (que é ruim) faz com que o encontro seja muito melhor!
Mas o que isso tem a ver com tuas finanças? Tudo! Você não precisa esperar algo ruim acontecer para só depois agir! É possível se antecipar as fatalidades! E para isso, suas finanças que estão no zero a zero, têm que evoluir.
É hora de passar para o próximo nível.
– Segurança Financeira
Todos deveriam ter uma reserva financeira para uso exclusivo em caso de emergências, o importante é estabelecer o que são gastos de emergências, pois aquela viagem de férias, aquela liquidação, a troca do carro (...) nada disso são emergências. Tudo isso são coisas que podem ser orçadas e planejar a sua execução com prazo e valores pré-definidos.
Gastos emergenciais são:
§     Perda de emprego,
§     Uma doença inesperada,
§     Batida do carro, dentre outras.
Uma questão importante é o tamanho do colchão de segurança. Existem vários valores e geralmente ficam compreendido num período de 6 (seis) meses de suas despesas! Viu como é necessário fazer o orçamento. Agora você sabe quanto gasta por mês e sabe perfeitamente quanto são 6 (seis) meses de seus gastos. Perceba que são os Gastos e não sua Receita.
Não é necessário constituir esse colchão de imediato! Entretanto é essencial que você o faça. Vá aos poucos, cortando alguns gastos não essenciais, economizando em algumas despesas, criando uma segunda fonte de Renda. É vital que você tenha essa reserva, afinal nunca saberemos quando teremos aquela emergência financeira. Se soubéssemos quando o ladrão viria certamente protegeríamos a nossa casa, certo?
Esse dinheiro deverá estar em um local seguro e de fácil acesso. Não! Não é para levar ao pé da letra e esconder no teu colchão! Também não é para deixá-lo na Conta Corrente. A conta corrente não é uma Aplicação Financeira, teu dinheiro não rende nada lá.
Não temos a missão de sermos Corretores Financeiros e por isso não iremos falar onde, quando e quanto aplicar. Contudo, nossa meta é de ajudar as pessoas a saírem das dívidas. Não podemos deixar que teu dinheiro perca o poder de compra e seja corroído pela Inflação, se não leu o nosso post sobre a inflação basta clicaraqui.
Por isso sugerimos que teu colchão de segurança seja aplicado na inicialmente na Caderneta de Poupança (inicialmente, pois também não consideramos a Poupança uma Aplicação Financeira e futuramente falaremos sobre ela) ou em Renda Fixa (falaremos sobre Renda Fixa num próximo post).
– Independência Financeira
Após criar o teu colchão de segurança (seis meses de seus gastos mensais) já pode começar a pensar em investir. Afinal o que fazer com esses aportes mensais (dinheiro que todo mês você aplicava no colchão de segurança) vai parar de pensar no futuro só porque tem o seu colchão?
Tem um novo degrau a frente: A independência Financeira!
Ser independente financeiramente significa não ter mais que trabalhar que é diferente de ser rico! O IF (Independente Financeiramente) tem Rendimentos Passivos (Ações, Renda fixa, Aluguéis, etc.) que cobrem todos os teus gastos mensais, ou seja, não precisa mais se preocupar em trabalhar. Pode trabalhar, mas não será um sacrifício, não tem mais o medo da demissão, pois suas despesas mensais já estão garantidas pelos rendimentos passivos.
Por exemplo: As pessoas que jogam na Mega Sena da Virada, elas querem, se ganhar, não mais trabalhar e viver apenas com os rendimentos do prêmio ou uma pessoa que aluga uma vaga de taxi vive com os rendimentos desse aluguel. Isso é Renda Passiva, todo ganho financeiro que não depende de tua força de trabalho.
Mas, perceba. O IF não pode sair viajando por todo o mundo ou fazer gastos exorbitantes, pois os seus rendimentos passivos apenas garantem os teus gastos mensais e não a realização de todas as suas vontades.
– Liberdade Financeira
Aqui sim. A pessoa pode realizar todas as suas vontades sem se preocupar com teus gastos mensais.
Contudo, o que é ser rico para você? É poder fazer de tudo o que se quer e comprar de tudo sem se preocupar com o valor? E isto te deixaria feliz?
Mas, porque então as pessoas não são ricas ou não tentam ser? Já parou para pensar nisso: que você pode estar se sabotando!
Sim é verdade! Você pode ser o culpado por estar sem grana e não conseguir mudar. Isso acontece porque não fomos preparados para ter dinheiro. Não há o estudo de finanças pessoais nas escolas. Nossos pais não podem nos ensinar porque eles também não sabem!
Vou te contar um grande segredo: Temos que tratar de nossa riqueza emocional para poder ter a riqueza financeira!
Li um livro algum tempo atrás o best-seller - Os Segredos da Mente Milionária de T. Harv Eker. Para o autor radicado nos Estados Unidos, que se tornou milionário em dois anos e meio, são as suas crenças que determinam o seu grau de controle sobre as finanças. Suas lições se baseiam em abrir mão de alguns velhos modos de pensar e agir, dominar emoções e refazer modelos mentais.
Você precisa se colocar no comando da sua vida, pois o sucesso financeiro não depende só da sorte. Pessoas com mentalidade pobre se colocam em posição de vítima e culpam a economia, o governo ou o patrão, por exemplo. Focam nos obstáculos, e não nas oportunidades.
Para o autor, pessoas de mentalidade pobre querem ter apenas dinheiro suficiente para pagar as contas em dia, mas as intenções têm poder. “Odeio ter que lhe dar esta noticia, porém existe uma imensa diferença entre ter algum conforto e ser rico”, diz Eker.
“Enriquecer não é um passeio no bosque”. Para o autor, a estrada para a riqueza é uma viagem cheia de curvas, desvios e armadilhas, e é por isso que a maioria das pessoas não a toma. Na busca por uma vida sem complicações, as pessoas se sentem fracassadas e encontram outros problemas pelo caminho.
Somos diferentes, certo? Pelo menos vocês estão aqui tomando conhecimento da existência de outros caminhos. Não precisa viver sofrendo e contando as moedas no final do mês.
Ninguém nasce falando ou correndo. Aprende-se no decorrer da vida. É necessário cuidar da saúde emocional, mental e financeira da mesma forma que cuidamos da saúde física!
Você acha que está se sabotando? Conseguiu se achar na escala financeira? Conte-nos.
Até a próxima.

quarta-feira, 1 de março de 2017

Vou ensinar-lhe a ser Rico - parte 3


Seja bem vindo de volta meu amigo da blogosfera. Como foi o carnaval aproveitou bastante? E a saúde financeira sobreviveu ou as finanças viraram pó nesta quarta feira de cinzas?
Sei que as coisas já estão melhores, pelo menos você já sabe onde está errando e pode resolver. Antes de prosseguir devo lembrar que este já é o terceiro post e se você não leu os anteriores peço que, por favor, o faça. Para ler o primeiro basta clicar aqui e para ler o segundo texto, basta clicar aqui. 
Combinamos que iríamos debater o orçamento no vermelho, entretanto, teus dados estão bem organizados? Vamos a uma breve revisão de como fazer um orçamento mensal.

1. Anote suas receitas e despesas
Comece anotando todas as suas receitas e despesas. Reserve uma pequena parte do seu tempo para registrar todos os seus gastos diários e torne isso um hábito.

2. Agrupe as receitas e despesas
Agrupe as despesas e as receitas do mês em categorias. É importante que, de tempos em tempos (pode ser uma vez por semana), você agrupe essas despesas em categorias. Por exemplo: gastos com conta de luz, gás, aluguel, podem ser agrupados em uma categoria de despesa chamada “Habitação”. Gastos com supermercado, padaria, feiras podem ser agrupados como “Alimentação”. Uma possibilidade de categorias de agrupamentos seria: Habitação, Alimentação, Saúde, Educação, Transporte, Vestuário, Lazer e Financeiro. Isso permitirá a você saber, no fim do mês, exatamente de onde seu dinheiro veio e com que ele foi gasto.

3. Analise a situação com atenção
Ao terminar o mês, organize os grupos de receitas e despesas que você criou.  Nesse momento, forma-se um retrato fiel de como você adquire renda (recebe dinheiro) e de como gasta seu dinheiro ao longo de um mês (gera despesas). Com os dados já organizados é possível ver se o que você recebe está sendo suficiente para cobrir suas despesas (saldo azul) ou se é insuficiente (saldo vermelho).


Infelizmente, não se é possível aumentar as receitas quando bem quiser, sobra-nos diminuir as despesas. Talvez você perceba que gasta muito com algo que não é importante, ou se dê conta de que algo muito importante para você está recebendo pouco ou nenhum recurso. É hora de priorizar sua vida e seus gastos, alocar dinheiro naquilo que mais importa para você!
Voltando a Escala Financeira, fui perguntado se há algum degrau entre a Segurança e a Insegurança Financeira: e a resposta é Sim!

– Estabilidade

Se você está no zero a zero, ou seja, se as suas receitas batem com as suas despesas, parabéns! Falaremos sobre isso no próximo POST, porque como combinado iremos falar sobre orçamento no vermelho.
O ponto mais comum que as pessoas estão na escala financeira é:

– Insegurança Financeira

Aqui, a pessoa vive do seu crédito pessoal: Cartão de Crédito e Limite do Cheque Especial. É necessário lembrar que esse dinheiro não é seu, ele é um Empréstimo!
         Mesmo que você pague o valor total da fatura, essa grana é retirada do teu orçamento do mês seguinte. O valor da fatura tende a aumentar, pois:

§  Há a facilidade de uso;
§  A falta de compreensão sobre o que é realmente essencial (nunca pague contas de água ou luz com o cartão); e
§  O grande apelo de marketing dizendo: gaste ... gaste ... e gaste.

Quando você já não consegue pagar o valor total da fatura e entra no rotativo, piora muito, pois o rotativo é a linha emergencial de crédito usada por quem não consegue pagar o valor integral da fatura do cartão, só no ano passado, os juros do rotativo do cartão de crédito ficaram em torno de 490% ao ano.
Os juros do cheque especial também são muito altos e chegaram a 330% ao ano de acordo com o site do Banco Central.
         Entrar no rotativo e/ou cheque especial é como empurrar uma bola de neve morro acima. Ela só cresce até que uma hora (...) te esmaga.


         Quando já não se consegue arcar com as dívidas e não se tem mais crédito, entra-se na outra escala do endividamento e começa a viver do crédito alheio.

– Dependência Financeira

         As dívidas já fugiram do controle, ninguém quer mais te emprestar dinheiro, seu cartão estourou o banco te liga todos os dias cobrando (...) a vida está complicada e a saída: pedir dinheiro e/ou o cartão emprestado aos teus familiares e/ou amigos.
         Pedir dinheiro é uma ótima opção, pois além de não pagar juros há a possibilidade de combinar o dia da quitação. Em compensação, se você não pagar o empréstimo na data combinada, certamente terá menos amigos e/ou os eventos familiares serão bem constrangedores.
Muitos pedem o cartão emprestado, talvez você esteja nessa fase. Pode ser uma saída emergencial, mas apenas se você tiver como pagar essa dívida, senão a bola de neve apenas fica maior e ao invés de apenas você ser o devedor, agora seus familiares também estão devendo, pois é o nome deles que está sendo utilizado!
         Nessa hora, muitos se desesperam. Parte para os agiotas, o que piora muito a situação. Outros começam a ficar dispersos no serviço, caindo o seu rendimento o que acaba por serem demitidos.
         O que os leva para a próxima escala do endividamento.

– Submissão Financeira (falência)

         Pode parecer estranho, mas no Brasil há o processo de falência pessoal dentro do CPC – Código de Processo Civil cujo nome é “Insolvência Civil”. Ela acontece quando a pessoa perde completamente a capacidade de arcar com suas obrigações financeiras. É uma medida extrema, equivalente à falência empresarial, porém aplicada a uma pessoa física. Não é um recurso muito comum, pois o falido “morre civilmente” por cinco anos, enquanto o credor reduz bruscamente a chance de recuperar sua perda, mas é algo a que muitas pessoas estão sujeitas.
A insolvência civil é o último recurso da pessoa endividada, é o momento em que ela é obrigada a reconhecer, legalmente inclusive, que “está no buraco”. Ela é o atestado de esgotamento da capacidade de negociação com credores e dos típicos “malabarismos financeiros”, como usar o limite de crédito de uma conta para cobrir um rombo em outra, e por aí vai…
         Algumas características que indicam que você pode estar caminhando rumo à insolvência pessoal:

§  Você não tem nenhuma reserva financeira. Se você tem uma renda (seu salário, por exemplo) e gasta tudo o que ganha (as vezes mais que isso), corre sério risco de quebra caso haja uma interrupção repentina dessa renda;
§  Você vem fazendo uso regular de seu limite de cheque especial ou cartão de crédito nos últimos seis meses.
§  Em algum momento, nos últimos seis meses, você “estourou” seu limite de crédito.
§  Você tem bens (móveis ou imóveis) penhorados ou alienados como garantias de empréstimos e financiamentos.

Se algum desses “sinais” se aplica a você, tome cuidado! Você pode estar caminhando para uma situação que resultará em insolvência pessoal!
Se for o seu caso, é necessária uma ação rápida e incisiva no sentido de identificar seus gastos e eventuais vazamentos em seu orçamento doméstico, adequar suas despesas à sua realidade financeira, fazer um orçamento para os próximos meses, que o oriente novamente ao equilíbrio financeiro e, mais importante que tudo, é necessário disciplina férrea para seguir esse orçamento.
Chegamos ao final de nosso encontro. Organize seus dados financeiros, revise seu orçamento e veja o que pode ser mudado. Para ajudar nessa tarefa deixo dois presentes: Um pensamento de um grande poeta ...  



          E já que queremos te ajudar a se livrar das dívidas, o segundo presente é um aplicativo que gosto muito de usar para controlar minhas finanças, o minhas economias, ele é gratuito.
  
Até a próxima.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Vou ensinar-lhe a ser Rico - parte 2


Sejam bem vindos de volta meus amigos da blogosfera. Como passaram esses dias? Espero que bem.
Vamos dar continuidade a nossa conversa. Ah! Você não leu o primeiro texto, é importante que leia, então aproveite e clique aqui.
         Estamos há dias da festa de carnaval e é necessário que saiba de uma coisa: Há uma grande campanha de marketing direcionada para que você faça apenas uma coisa: GASTE!
         São os Comerciais de TV, Revistas e Jornais todos estão empenhados nisso: Gaste! Aproveite o hoje sem se preocupar com o amanhã. Viaje. Vá a Restaurantes e a Bares. Curta a vida!
         Gaste ... gaste ... e gaste.
       Cuidado com essa enxurrada de propagandas.
         É o slogan “Carpe diem”


Carpe diem é uma expressão em latim que significa “aproveite o dia”. Não significa aproveitar um dia específico, mas tem o sentido de aproveitar ao máximo o agora, apreciar o presente.
O termo foi escrito pelo poeta latino Horácio (65 a.C.- 8 a.C.), no Livro I de “Odes”, em que aconselha a sua amiga Leucone na frase: “...carpe diem, quam minimum credula postero". Uma tradução possível para a frase seria “...colha o dia de hoje e confie o mínimo possível no amanhã”.
Tem que se viver o hoje sim! Afinal a vida é breve, trabalhamos e temos todo o direito ao lazer e a diversão, entretanto há a necessidade de se preparar para o amanhã, pois como viver o hoje sem se preocupar com o amanhã se o futuro nos chega com as contas de luz e de água, as mensalidades do colégio dos filhos, a faculdade e tantas outras coisas inesperadas?
Olhe a sua saúde financeira. Não é saudável viver uma vida desregrada. Tudo demais é prejudicial: Exercício, em demasiado, faz mal; açúcar, demais, faz mal e até água, demais faz mal. Lembra da fábula da formiga e da cigarra? Não lembra, então aproveite e clique aqui e leia. Tem que se achar o meio termo. Trabalhar sim, mas também se divertir!
         Por não se preocuparem com a saúde financeira é que muitas pessoas estão doentes. Mas, vocês são diferentes e por isso estamos aqui.
Então, conseguiram fazer o orçamento? Já estão anotando todas as suas despesas, até aquelas pequenas? Como ficou? Está no vermelho? Está Falido? Acalme-se, vamos juntos fazer uma análise, mas antes preciso que entenda uma coisa: Há uma distância imensa entre Rico e Falido, veja no gráfico:
   

         Há vários pontos na escala financeira, vamos conhecê-los:

·       Orçamento no Azul

Rico é aquela pessoa que já conquistou a Liberdade Financeira ou seja, ela é livre financeiramente para fazer o que quiser, sem comprometer suas reservas;
Independente Financeiramente – IF é aquela pessoa que já conquistou a possibilidade de não mais trabalhar, seus rendimentos financeiros já são o suficiente para arcar com suas despesas.
Segurança Financeira é aquela pessoa que já possui o seu “colchão financeiro”

·       Orçamento no Vermelho

Insegurança Financeira é aquela pessoa que vive do seu crédito pessoal: Cartão de Crédito e Limite do Cheque Especial
Dependência Financeira é quando a pessoa estourou todos os seus limites e precisa da ajuda dos outros (recorre ao cartão dos outros, pois seu credito está estourado)
Falido não tem mais nada. 

         Lembre-se que a missão do blog é ajudar as pessoas a “acumular uma boa reserva financeira sem abrir mão dos prazeres pessoais” e por isso há vários pontos que se precisa ser debatido, começaremos pelo orçamento no vermelho.
         Afinal se tuas contas estão no vermelho é porque sua saúde financeira não está nada boa e você terá que cuidar dela.
         Mas, isso será no nosso próximo POST. Pois, já chegamos ao final de nosso encontro. Organize seus dados financeiros, revise seu orçamento e veja o que pode ser mudado. Queremos te ajudar a se livrar das dívidas:
“Vou ensinar-lhe ser Rico”, como diz o livro!

Até a próxima.


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Vou ensinar-lhe a ser Rico.

Parte 1

Que bom revê-los. Estive afastado da blogosfera por assuntos particulares, muita coisa aconteceu nesses últimos dois meses, um dia conto aqui para vocês. Felizmente, vocês ficaram na ótima companhia do colaborador Adriano e espero manter o nível das postagens.
Sei que hoje é dia primeiro de fevereiro, entretanto não tive a oportunidade de desejar-lhes um Feliz 2017. Então, desejo a todos vocês um Feliz Ano Novo, Próspero e Cheio de Realizações.
Deixo, de presente, um poema de Carlos Drummond de Andrade que se chama Receita de Ano Novo, que diz o seguinte:

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor de arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação como todo o tempo já vivido
(mal vivido ou talvez sem sentido).

Para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser,
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior).

Novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens? passa telegramas?).

Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar de arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto da esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo de novo.
Eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

         Grande Drummond! Ele já sabia e ensina que para ter um Ano realmente diferente, você é que tem de fazê-lo Novo! Que tal? Vai nessa missão? Mãos a obra por um 2017 melhor!
Esse mês tem o carnaval e com certeza ao final dele não saberás com o que e nem onde gastou sua grana. Não falo para não gastar ou não se divertir, muito pelo contrário, temos que nos divertir sim, mas com responsabilidade. Se você tem dívidas, porque sair e gastar tudo e depois ficar maluco por não ter como quitá-las?
Cuidado com a ostentação.


Essa palavra estraga e destrói a vida de mais de 50 milhões de brasileiros. Sim, você leu certo. Achou que era o único que estava sendo destruído por viver uma vida falsa. Uma vida de fachada. Uma vida de ostentação.
Ostentação é uma palavra que tem origem no termo em latim ostentatio, que significa exibição vã ou inútil. Uma pessoa que recorre à ostentação é muitas vezes conhecida como afetada ou fútil.
Ostentação é o ato ou efeito de ostentar, quer dizer “apresentar” ou “mostrar” num sentido exibicionista, estando ligado ao orgulho, à presunção ou simplesmente à vaidade. É o ato de alguém que exibe as suas riquezas ou as suas próprias qualidades, sublinhando a importância de algo que tem, que fez ou que é.
Ostentar é Viver uma vida acima de seus recursos. Como ganhar R$ 1.000,00 e gastar R$ 2.000,00? De onde vem essa diferença de R$ 1.000,00? Uma hora alguém terá que pagar!
         Será que você está vivendo uma vida de ostentação? É muito bom sair e se divertir, entretanto de onde está vindo essa grana? Até quando conseguirás manter esse modelo de vida? Faça um diagnóstico financeiro agora mesmo, mãos a obra! 
Pegue aquela folha de papel na qual você anotou todas as suas dívidas e teus gastos mensais, não se lembra dessa tarefa ou não a fez? Volte ao texto “Se acha que a instrução é cara, experimente a ignorância” para isso basta clicar aqui.
Agora que você fez o exercício proposto, vamos começar a organizar todos esses dados. Fazer o teu Orçamento Familiar. Antes que você reclame e diga que orçamento é muito chato, que você não sabe fazer isso e mais um monte de desculpas prontas quero apenas que você faça uma coisa: Se acalme, respire fundo e responda: Quer continuar nessa vida de sofrimento e de aperto financeiro ou quer despertar o Ano Novo?
Só você pode querer mudar! Livre-se dessa doença antes que ela acabe contigo! Vamos! Ano Novo, Vida Nova!!! 
Separe as despesas em duas grandes Categorias: Despesas Essenciais e Gastos Não Essenciais. Fiz um modelo abaixo para servir de apoio.


As Despesas Essenciais são aquelas que você realmente precisa para se manter, exemplo: 
·                     Moradia;
·                     Contas Residenciais: água, luz etc;
·                     Transporte;
·                     Educação;
·                     Saúde;
·                     Mercado 
Já os Gastos Não Essenciais é a parte da “Ostentação” é o estilo de vida. Aqui são destinadas aquelas despesas pessoais e voluntárias, exemplo: 
·                     Jantar fora;
·                     Sair com os amigos;
·                     Ir ao cinema;
·                     Comprar roupas e sapatos;
·                     TV a Cabo;
·                     Academia;
·                     Lazer; e
·                     Doar 
Organize suas despesas conforme os dados acima e veja como estão as tuas finanças. Você acabou de fazer um orçamento e nem percebeu. Orçar significa separar parte do todo para cada coisa (no nosso caso, claro). Como estão as suas finanças, qual o resultado do seu orçamento? Deu Positivo ou Negativo? Ficou no zero a zero?
Existem várias técnicas de como dividir o orçamento familiar. Vou falar sobre uma regra que gosto muito de utilizar, tirada do livro I will teach you be rich, de Ramit Sethi, “Vou ensinar-lhe a ser Rico”, o autor propõem um orçamento bem interessante com a seguinte divisão de despesas e é assim: 
Ø 60% - para a manutenção de sua família. (Aqui estão as despesas essenciais);

Ø 10% - para investimentos (exclusivamente para a aposentadoria); 
São os objetivos financeiros importantes para você manter um bom padrão de vida no futuro. É essencial que você não viva apenas com a Previdência Social, basta olhar em volta e ver as notícias. O INSS está quebrado! Aqui se classificam os gastos com: 
·                 Pagamento de dívidas. (não dá para pensar no futuro com problemas no passado! Dedique os 10% de sua receita para pagar as dívidas)
·                     Previdência;
·                     Investimentos de longo prazo. 
Ø 10% - para a poupança e objetivos de curto prazo. 
Aqui é onde se fará o “colchão de Segurança Financeiro” para aquelas situações de emergência: 
·              Gastos imprevistos (se os 10% de cima não forem suficientes para quitar suas dívidas, tire daqui.) Lembre-se: Não tenha Dívidas!
·                     Férias,
·                     Presentes etc; e 
Ø 20% - para gastar livremente. 
Olha a “Ostentação”. Após garantir que seus gastos essenciais e suas prioridades financeiras foram resolvidos, os 20% restantes podem ser destinadas aquelas despesas pessoais e voluntárias.
Essas despesas representam sua escolha, seu estilo de vida e são importantes para garantir que você se divirta e faça coisas que goste. O segredo aqui é entender que essas despesas devem sempre vir depois que você cuidar dos seus gastos essenciais e prioridades financeiras! 

         Chegamos ao final de nosso encontro, mas não preocupe foi apenas a primeira parte, existem mais.
         Aproveite para organizar seus dados financeiros, separar suas despesas, pegue aquele caderno velho e vá anotando todas as suas despesas diárias, afinal queremos te ajudar a se livrar das dívidas: “Vou ensinar-lhe a ser Rico”, como diz o livro!

         Se ficou no vermelho, acalme-se!
         Ficou no azul, parabéns! Pode melhorar.        
         Achou fácil fazer o exercício? Conte-nos.
         Até a próxima.