sábado, 1 de outubro de 2016

"Se acha que a instrução é cara, experimente a ignorância."

Benjamin Franklin


Começamos o Blog falando que é possível se preparar para o inverno sem deixar de aproveitar o verão, ou seja, é possível acumular uma boa reserva financeira sem abrir mão daquele cafezinho diário. Se você não leu o post clique aqui.
Nesse segundo texto não vou trata-lo como criança, mesmo estando no mês delas, pois o assunto aqui é sério e vital.
Ninguém consegue viver tranquilo cheio de dívidas, ver o seu saldo bancário no vermelho e recebendo ligações de credores o dia inteiro. Isso realmente tira o sono. Por isso tenho que ser bem sincero contigo: você está doente!

Isso mesmo, doente! Doente Financeiramente.



E o primeiro sintoma de que as finanças pessoais não vão bem é o surgimento daquela inconveniente insônia. Com isso, vem à sonolência e o cansaço diurno, a falta de concentração, a impaciência com pequenas questões rotineiras, as recorrentes discussões familiares e no ambiente de trabalho, a angústia permanente e a sensação de que se está em um caminho sem retorno. O agravamento da crise pode impactar implacavelmente, inclusive, em sua saúde física. Há pessoas que tiram até a própria vida nessas ocasiões!
Mas como proceder em um momento em que o orçamento está no vermelho e que a vida parece que está do avesso? 
Simples, basta procurar ajuda! A dívida é uma doença e tem que ser tratada com seriedade e planejamento. Ao ficar doente vamos ao médico falamos os sintomas e ele nos dá o remédio e tratamento adequado. Infelizmente não temos o mesmo cuidado quando se trata da saúde financeira: estamos doentes e não procuramos ajuda!
           Certa vez tive uma gastrite muito forte e precisei fazer um tratamento de seis meses. Não tinha outra saída; fiz o tratamento e estava curado antes do prazo. É preciso querer mudar. E sei que você quer.
Por isso quero, antes de qualquer coisa, te parabenizar, se você está aqui é porque está procurando ajuda e vamos juntos reverter essa situação, mas saiba que tem que seguir o tratamento até o fim. Quando aparecer os primeiros sinais de melhora, começar a diminuir suas dívidas e sobrar àquela grana no final do mês não pare o tratamento!
       O importante, agora, é manter a cabeça fria e priorizar a razão. Admitir que perdeu o controle das finanças e que é preciso agir imediatamente.



Acredito que um dos princípios do dinheiro é manter uma vida com dignidade, falamos sobre isso no Quem Somos, se não leu clique aqui e viver com dívidas, sendo cobrado todos os dias, doente financeiramente, nem de longe é viver com dignidade. Chegou a hora de mudar!
Vamos lá, lápis e papel na mão.
Nesse momento preciso que você pegue uma folha de papel e anote todas as suas dívidas e todos os seus gastos mensais e do outro lado a sua receita. Parece uma bobeira, mas é aqui que você saberá os "sintomas da doença" e saberá exatamente qual é o valor de sua dívida.
Junte tudo: extratos bancários, faturas do cartão de crédito, contas mensais e principalmente aqueles gastos diários com o cafezinho. (calma, não falei para cortar o cafezinho, apenas para anotar o valor dele, também gosto de um cafezinho depois do almoço).
Ao comparar os valores você notará uma grande diferença, que seria o valor, se positivo, da grana que está em sua carteira. Entretanto como a maioria das pessoas, essa diferença corresponde àquela grana que você não sabe onde gastou (Será que foi o café ???).
Por isso que é necessário o registro de todas as suas despesas mensalmente! De agora em diante você vai anotar tudo o que gastar, tudo mesmo! Não podemos te ajudar se nem você sabe o tamanho de tua dificuldade, nem o quanto está doente!
Esse é o primeiro passo para uma vida saudável financeiramente, repito: anote tudo, dia a dia de tudo o que você gastar, comprar e doar. Tudo mesmo.
Futuramente, iremos mostrar que é imprescindível cortar radicalmente as despesas supérfluas e destacar todos os débitos pendentes de pagamento, priorizando aqueles que estão sendo corrigidos com taxas de juros mais caras: o cheque especial e o cartão de crédito.
Sim, é muita informação, mas é pra isso que estamos aqui. Vamos caminhar ao teu lado e levá-lo a vida sem dívidas. Afinal essa é nossa meta! Nós do Mente Sã, Bolso São não descansaremos até que você esteja livre de suas dívidas e ainda tenha uma boa reserva financeira.
É claro que você consegue.
Até a próxima.

domingo, 18 de setembro de 2016

A Cigarra, a Formiga e o Cafézinho

Olá! Bem-vindo ao Mente Sã, Bolso São. 
Para abrir o nosso blog, escolhi trazer até vocês duas histórias, uma fábula e um conto popular.


Você conhece a fábula da formiga e da cigarra?

Não lembro ao certo quantos anos eu tinha quando a ouvi pela primeira vez, não lembro nem mesmo quem foi que me contou. Lembro de ter gostado da história e também de ter passado alguns dias com ela na cabeça.

Se ainda não conhece vou contar ela aqui. Mas se já conhece, então vamos relembrar.



Num dia quente de verão, uma alegre cigarra estava a cantar e a tocar o seu violão, com todo o entusiasmo. Ela viu uma formiga a passar, concentrada na sua grande labuta diária que consistia em guardar comida para o inverno.


“Dona Formiga, venha e cante comigo, em vez de trabalhar tão arduamente.”, desafiou a cigarra
“Vamo-nos divertir.”

“Tenho de guardar comida para o Inverno”, respondeu a formiga, sem parar, “e aconselho-a a fazer o mesmo.”

“Não se preocupe com o inverno, está ainda muito longe.”, disse a outra, despreocupada. 
“Como vê, comida não falta.”

Mas a formiga não quis ouvir e continuou a sua labuta. Os meses passaram e o tempo arrefeceu cada vez mais, até que toda a Natureza em redor ficou coberta com um espesso manto branco de neve.

Chegou o inverno. A cigarra, esfomeada e enregelada, foi a casa da formiga e implorou humildemente por algo para comer.

“Se você tivesse ouvido o meu conselho no Verão, não estaria agora tão desesperada.”, ralhou a formiga. “Preferiu cantar e tocar violão?! Pois agora dance!”

E dizendo isto, fechou a porta, deixando a cigarra entregue à sua sorte.

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Muitos anos depois me deparei novamente com esse conto, e já com mais idade, mais maturidade, pude entender que palavras carregavam consigo uma lição embutida.

Moral da história: Quem quiser passar bem pelo inverno, enquanto for jovem, deve aproveitar melhor o tempo. Existe tempo para se divertir e para trabalhar.



A fábula atribuída à Jean de La Fontaine nos traz dois personagens, antagônicos, que representam dois tipos de pessoas:

-A cigarra: são pessoas que só vivem o agora e não se preocupam com o futuro. Geralmente não se preocupam em poupar, gastam todo seu salário, estão saindo todos os finais de semana e sempre seguindo as tendências consumistas da moda.

-A formiga: são aquelas só vivem para o trabalho. Trocam momentos com a família por horas extras, se voluntariam para trabalhar nos finais de semana, tem um segundo ou terceiro emprego e seu principal objetivo é juntar dinheiro.

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Sobre o cafezinho...

Bem, logo assim que comecei a me interessar por economia, finanças e educação financeira, umas das primeiras coisas que li/ouvi foi que se uma pessoa deixasse de tomar um cafezinho por dia (considerando o café a R$ 2,58), ao final de um ano daria para economizar uma quantia superior a R$900,00.




Os especialistas diziam que se aplicasse esse dinheiro no Tesouro Direto por um período de 10 anos ou 20 anos - descontando a inflação de 10% - com uma rentabilidade mensal de 1,4%, arrecadar-se-ia, respectivamente, R$ 1.111,61 e R$ 8.778,54.


Eu não sou adepto do café, então resolvi transpor essa economia para a barrinha de chocolate que gostava de comer todos os dias após o almoço e comecei a pensar na satisfação que era comer esse chocolatinho e em como eu ficava mal-humorado e irritado nos dias em que não o comprava. Ficar sem o chocolate afetava mesmo minha produtividade.

Eu concordo que R$900,00 é uma grana considerável, mas será que valia a pena colocar esse dinheiro no bolso e passar as tardes carrancudo? Eu resolvi que não, que continuaria a comer meu doce.

Mas essa recomendação dos especialistas em finanças me deixou duas importantes lições:

1- precisava rever meus hábitos com relação ao chocolate. Se ficar sem ele me causava reações físicas, isso era um sinal de possível dependência e eu deveria me atentar mais para minha saúde.

2- pequenos cortes nos gastos diários, coisinhas que as vezes desprezamos por parecem insignificantes, quando somadas e poupadas podem representar uma quantia significativa.

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Aqui no blog acreditamos e defendemos que não você não precisa ser como a formiga – workahoolic, nem como a cigarra – negligente. Mas sim um meio-termo entre os dois.

Cremos que com um pouco de planejamento e muita disciplina é possível fazer com que o dinheiro se multiplique sem a realização de um esforço hercúleo e ainda com um pouco de diversão.

Nossa proposta é utilizar esse espaço para apresentar maneiras, de cortar gastos, poupar, e fazer com que seu dinheiro trabalhe para você, de modo que quando o “inverno¹” chegar você já tenha o suficiente para estar tranquilo; mas isso, claro, sem deixar de aproveitar o “verão²”. Temos a pretensão te ajudar a fazer a transição do vermelho para o azul através da mudança de hábitos sabotadores. E pode ficar tranquilo, pois não queremos que você pare de tomar aquele cafezinho* que tanto lhe faz tão bem pela manhã ou após o almoço. No máximo vamos lhe mostrar que ele não precisa vir necessariamente acompanhado de um brownie ou que uma quadra adiante pode ter uma opção tão saborosa quanto custando bem menos.

Um amplexo e outubro.




http://www.vivoseudinheiro.com.br/hora-do-cafezinho-saiba-quanto-esse-habito-custa-ao-seu-bolso/
¹velhice
²juventude
³valor médio do cafezinho apurado em 2014 segundo o Instituto DataFolha